Condomínios podem promover a separação do lixo



Adesão dos moradores e votação em assembleia são fundamentais para que o lixo reciclável seja destinado corretamente.

O lixo é um problema ambiental que atinge o mundo todo. A produção de resíduos é continua e quanto maior é o consumo, mais lixo é produzido. Para minimizar o impacto destes resíduos no meio ambiente a separação de materiais e a coleta seletiva de lixo são fundamentais. “Em algumas cidades alegislação é rígida e prevê punições, como multas, para os moradores que não separarem o lixo corretamente”, afirma Bárbara Silva Freitas, responsável pela área financeira e administrativa da Primar Administradora de Bens.
Os condomínios também tem que se adequar e, mesmo que a legislação não obrigue a separar o lixo, o hábito é importante para contribuir com o meio ambiente e com a economia, já que muitas pessoas se sustentam a partir da coleta e reciclagem de materiais. “Os moradores podem se mobilizar e propor que o lixo seja separado e possa ser recolhido nos dias da coleta seletiva. A proposta deve ser apresentada ao síndico e a todos os outros moradores para que seja votada em assembléia”, ressalta.
Restos de comida, frutas, legumes, verduras e outros itens são considerados lixo orgânico e, portanto, não devem ser colocados para a coleta seletiva. São aceitos apenas vidros, papel, papelão, metais e plástico. “O papel e o papelão devem estar secos e de preferência os materiais devem estar limpos, já que o estado de conservação influencia em seu valor comercial. Garrafas de vidro e de plástico, fracos em geral, jornais, revistas, sacos, latas em geral, brinquedos, sacolas e potes são alguns itens que podem se reciclados”, aponta.
Para que um projeto de separação de materiais possa ser iniciado nos condomínios é preciso analisar alguns fatores. A edificação deve ter um local disponível para armazenar o material até o dia da coleta, são necessários recursos financeiros para fazer a sinalização do local e para a adequação doprocesso, como a compra de latões de lixo específicos. “É fundamental que haja um programa da prefeitura para a coleta seletiva ou pessoas previamente designadas para a venda do material recolhido”, observa.
Se o material for comercializado o recomendado é que os itens sejam colocados em lixeiras coloridas. O azul, por exemplo, é a cor do papel e dopapelão, o vermelho do plástico, o verde do vidro e o amarelo do metal. “Caso o lixo seja destinado a coleta seletiva feita pela prefeitura o ideal é que olixo orgânico seja separado do reciclável e todos os materiais sejam acomodados em sacos de lixo transparentes, que facilitam a visualização, evitando que as embalagens sejam rasgadas para que se saiba o que tem dentro”, destaca.
Os horários e os dias da coleta seletiva são definidos pela companhia responsável pelo serviço em cada cidade. Na cidade do Rio de Janeiro aCompanhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) faz a coleta uma vez por semana e há um dia da semana específico para cada região. “Quem quiser saber qual é o dia da coleta em seu bairro basta acessar o site da Comlurb e procurar pelo nome da sua rua. O síndico deve avisar os condôminos da data e, se possível, distribuir cartazes estimulando o hábito”, acrescenta.
Uma boa dica para que a ideia saia do papel é escolher algumas pessoas e formar uma equipe que ficará responsável pelo programa de separação de lixo. As crianças são as melhores agentes, pois tem criatividade e motivação para lembrar a sua família a importância da coleta seletiva de lixo. “Uma criançapode ser designada síndica mirim e ajudar no trabalho. As outras podem auxiliar e é necessário o acompanhamento dos adultos envolvidos para que os detalhes sejam resolvidos”, finaliza Bárbara.