O implante também não altera o resultado de exames utilizados para detectar a doença.

Se sentir mais bonita, elevar a auto-estima, usar decotes mais ousados, eliminar qualquer complexo e muitos outros motivos ajudam a encorajar as mulheres a colocar uma prótese de silicone. Em 2010 mais de 100 mil cirurgias para aumento das mamas foram realizadas. “Este procedimento é um dos mais procurados, assim como a lipoaspiração. Inclusive é possível realizar as duas cirurgias no mesmo tempo cirúrgico e o resultado é ótimo”, afirma o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.


O especialista, credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que mesmo sendo uma cirurgia amplamente divulgada e conhecida as pacientes ainda tem muitas dúvidas sobre o implante de silicone. “Algumas pessoas chegam ao consultório com uma concepção totalmente errada acerca do procedimento. O excesso de informações acaba confundindo as pacientes, que já não sabem o que é verdade e o que não é”, destaca.

Um dos principais receios de quem busca mais detalhes sobre a colocação da prótese de silicone está relacionado ao surgimento do câncer. Não há nenhuma comprovação científica sobre o aumento ou redução dos riscos de câncerde mama nas mulheres que se submetem a cirurgia. “Também não há conexão entre o câncer e a prótese desilicone, ou seja, o implante não causa a doença e também não dificulta a realização de exames que detectam o problema”, observa.

Pacheco ressalta que normalmente as mulheres com implante vão ao médico com mais frequência do que as quenão têm e fazem ultrassons e mamografias – exames fundamentais para a saúde das mamas – periodicamente. “O ideal é que a bateria de exames seja feita no mínimo uma vez ao ano, de acordo com as características da paciente e o histórico familiar, já que a genética influencia a incidência da doença”, esclarece.

Atualmente novos parâmetros são indicados no que diz respeito ao histórico familiar. Se não há história de câncerde mama na família – que inclui avó materna, mãe, irmã e tia materna – a mulher deve realizar uma mamografia e uma ecografia de base aos 35 anos, dos 40 aos 49 anos os exames devem ser feitos de dois em dois anos e após os 50 anos anualmente. “Ao iniciar a reposição hormonal os exames devem ser feitos uma vez ao ano. E quando há história de câncer de mama na família a mamografia e a ecografia de base devem ser feitas aos 30 anos, dos 35 aos 40 os exames devem ser repetidos de dois em dois anos e após esta idade anualmente”, ressalta.

Outro mito relacionado ao silicone é que a prótese pode romper e o silicone vazar pelo corpo. O médico aponta que o implante só romperá se houver um impacto extremamente forte, como um grave acidente automobilístico. “Aprótese possui várias camadas que garantem a segurança da paciente. E mesmo que haja alguma perfuração, causada por um tiro, por exemplo, o silicone não irá escorrer, pois ele é um gel e não um líquido, mas mesmo assim deve ser trocado imediatamente”, evidencia.


Prótese não é para sempre


O cirurgião alerta quem pensa que o implante não tem data de validade. Dez anos após a cirurgia o médico deve fazer uma avaliação minuciosa para analisar o estado da prótese e, se necessário, fazer a substituição por uma nova. “De acordo com a SBCP geralmente as próteses duram de 15 a 20 anos, desde que a paciente esteja sempre amparada por um especialista e faça a troca assim que houver necessidade”, pontua.

Com o passar do tempo o organismo produz células que criam uma espécie de cápsula em volta da prótese. Quando esta cápsula fica com suas paredes grossas é hora de ir para o centro cirúrgico e colocar um implante novinho em folha. “Se não for trocada a prótese pode ficar deformada, além da paciente sentir fortes dores nos seios e sentir que eles ficaram endurecidos e até ter sua sensibilidade alterada”, explica.
 
Cirurgia possui recuperação mais rápida do que a técnica convencional e é menos invasiva.

Para ficar mais bonita – ou bonito, afinal os homens estão cada vez mais preocupados com a sua aparência – existem diversas opções, especialmente quando se fala em cirurgia plástica. São vários procedimentos e alguns ainda possuem as chamadas versões ‘mini’, que são menos invasivas e também podem dar bons resultados dependendo dos resultados que se deseja alcançar. “A mini-abdominoplastia, por exemplo, é uma cirurgia com o mesmo objetivo da abdominoplastia normal, melhorar o abdômen inferior, mas em uma área menor”, observa Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico mestre em princípios da cirurgia utilizando o laser.

A mini-abdominoplastia é indicada para homens e mulheres que tenham estrias, pequenas deformidades na parede abdominal ou quando o abdômen está desproporcional a estrutura do corpo. “Este procedimento deve ser realizado somente em pessoas com pouco volume abdominal e que desejam eliminar apenas a gordura da barriga. Caso contrário a técnica não atenderá as expectativas e os resultados serão insatisfatórios, por isso a avaliação do cirurgião é imprescindível para a recomendação da cirurgia ideal”, ressalta o médico, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Pacheco explica que na técnica convencional é feita uma incisão até o quadril, possibilitando a retirada de uma grande quantidade de pele e gordura. Na mini-abdominoplastia o corte é pequeno e não é feita a retirada de pele, somente a gordura é removida. “A incisão é realizada na região púbica e, diferente da abdominoplastia completa, não há necessidade de reposicionar o umbigo. São feitas pequenas suturas para fechar os cortes e podem ser colocados pequenos drenos no paciente. A cirurgia tem a duração de aproximadamente três horas”, esclarece.

Para que o abdômen fique firme os músculos abdominais são suturados e aproximados, fazendo com que a parede abdominal fique mais plana e a cintura mais esbelta. O risco de infecção e de formação de coágulos de sangue é considerado muito raro. “Normalmente é utilizada a anestesia denominada peridural, procedimento que bloqueia o estímulo doloroso que transita pela medula espinhal, deixando a parte do corpo localizada abaixo deste ponto de bloqueio anestesiada. Somente em alguns casos é necessária a anestesia geral”, destaca.

A vantagem é que na mini-abdominoplastia a cicatriz é menor, não há necessidade de internação e os efeitos colaterais mais comuns são inchaço, dormência e desconforto temporários. Por ter uma abrangência menor, na mini-abdominoplastia o tempo de recuperação também é menor. “Após a cirurgia o paciente deve utilizar uma cinta elástica por pelo menos um mês e as suturas são removidas em duas semanas. A cinta auxilia a minimizar o edema, evita a formação de líquidos e também oferece suporte durante a cicatrização”, afirma o médico.

O paciente pode voltar ao trabalho duas ou três semanas depois do procedimento, a exposição ao sol e a prática de exercícios físicos são liberados após seis semanas dependendo do caso. A dor é minimizada com o uso de analgésicos e as cicatrizes ficam menos perceptíveis a partir do terceiro mês. “Quem ainda planeja ficar grávida ou perder peso deve conversar com o cirurgião, já que estes fatores podem influenciar os resultados da mini-abdominoplastia. O aumento de peso após a cirurgia também pode prejudicar a eficácia e a duração do tratamento”, acrescenta.

Tratamento multidisciplinar e cirurgia plástica ajudam a corrigir alterações causadas pelo lábio leporino.


Toda gravidez exige cuidados para que o bebê venha ao mundo esbanjando saúde. O problema é que nem todas as mulheres se cuidam como deveriam, causando sérias consequências na criança. O lábio leporino, por exemplo, pode ser o resultado do uso de drogas, álcool, cigarro, medicamentos e deficiências nutricionais. “Infecções como rubéola, toxoplasmose e herpes e fatores genéticos também podem causar a fissura labial”, explica o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.


O lábio leporino é o resultado de uma malformação congênita e é caracterizada como uma abertura da lateral dos lábios superiores, entre a boca e o nariz. A abertura pode comprometer ainda os dentes, a gengiva, o maxilar superior e o céu da boca. “Quando a fissura é associada a uma abertura no céu da boca chamamos de fissura labiopalatina. O problema gera consequências estéticas, dificuldades de socialização, danos a dentição, fala, deglutição e audição e aumenta as chances do surgimento de infecções”, aponta.

A fissura labial ainda tem como resultados na criança a desarmonia facial, perda da audição, anemia e refluxo da alimentação. “Mesmo com dificuldades as mães devem persistir na amamentação dos seus filhos. O aleitamento materno ajuda a fortalecer o sistema imunológico da criança, que fica mais frágil por causa do lábio leporino. A amamentação também fortalece as estruturas e a musculatura da face e da boca”, observa.

Existem vários tipos de fissuras, que diferem de acordo com as estruturas afetadas. A unilateral atinge somente um lado do lábio e a bilateral atinge os dois lados. A fissura completa é quando o lábio e o palato são atingidos – deixando o canal oral em contato com o nasal - e a incompleta é quando apenas uma destas estruturas é afetada. “Esta malformação pode estar associada ainda a outras deformidades, que podem estar presentes na face ou em outras partes do corpo”, acrescenta.

Segundo Pacheco, o tratamento precoce é a melhor escolha, já que o bebê terá que enfrentar desde cedo problemas na amamentação, higiene bucal e o próprio desenvolvimento da criança. “Por ser uma questão complexa, a intervenção exige uma equipe multidisciplinar, com especialistas de diversas áreas como da cirurgia plástica, da pediatria, da odontologia e da fonoaudiologia. Com os avanços na medicina, atualmente é possível realizar cirurgia em até 72 horas após o nascimento”, afirma.

O médico esclarece que com a ultra-sonografia os pais buscam orientações sobre o lábio leporino antes mesmo da criança nascer. Assim é possível diagnosticar corretamente o problema e determinar quais são as melhores formas de tratamento para cada caso. Normalmente a fissura está ligada a outra deformidade, ocasionando o caimento da asa do nariz que está sem apoio do músculo. “A cirurgia tem o objetivo de reconstituir o lábio superior e reposicionar o nariz para garantir que o seu desenvolvimento seja normal”, destaca.

Para o cirurgião, a correção estética é considerada tão importante quanto o tratamento precoce da fissura, já que evita diversos desafios para a criança, como o bullying. “Além disso, a cirurgia plástica torna-se importante à medida que também proporciona benefícios à função, como a fala e a respiração correta. Geralmente um tempo de cirurgia consegue resolver cerca de 90% da deficiência, sendo necessário outro procedimento para correção de pequenas alterações que podem ter ficado”, esclarece.
A Polidactilia é uma alteração genética e hereditária caracterizada pela presença de mais de cinco dedos nas mãos ou nos pés.

Quando os pais aguardam o nascimento do seu bebê uma das preocupações é se a criança vai nascer perfeita, sem nenhum problema de formação corporal. A tecnologia atual utilizada na medicina permite saber com antecedência quais os problemas que o feto pode apresentar ao nascer. “O ultra-som é uma ferramenta importante, que pode detectar doenças, síndromes e até mal-formações congênitas durante a gravidez, possibilitando que os pais e médicos estejam cientes das necessidades da criança”, ressalta o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.


Pacheco explica que o excesso de dedos, denominado Polidactilia, pode ser diagnosticado antes mesmo de o bebê sair de dentro da barriga da mãe. “A Polidactilia é um problema de formação que pode atingir as mãos ou os pés e é caracterizada pela presença de mais dedos do que o normal. Eles podem ser totalmente desenvolvidos e desempenhar funções como os outros ou serem pouco desenvolvidos e unidos por uma espécie de haste”, esclarece o médico, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

A Polidactilia é uma alteração genética que pode ser passada de pai para filho, ou seja, quem nasce com o problema tem 50% de chances de ter filhos com dedos a mais. “A cirurgia precoce, que pode ser realizada a partir dos seis meses de idade, ajuda a garantir o desenvolvimento adequado dos membros afetados e evita impactos negativos na auto-estima da criança, como dificuldades de aprendizado e de sociabilidade por causa do preconceito dos colegas de escola”, destaca.

A formação de dedos extras pode ocorrer apenas em uma mão ou em um pé, chamado de condição unilateral, ou ocorrer em ambos os pés ou mãos, chamado de bilateral. “As denominações também podem variar de acordo com a posição do dedo sobressalente. Se ele estiver localizado próximo ao menor dedo da mão ou pé chama-se pós-axial. No caso do dedo extra estar posicionado próximo ao dedão é chamado de pré-axial. Há ainda outras classificações que variam conforme a origem e a gravidade do problema”, observa.

A cirurgia plástica para a remoção do dedo extra é um dos principais procedimentos realizados em crianças e o tratamento cirúrgico é indicado para melhorar a parte funcional e a estética do órgão. “Para a retirada do dedo é necessário fazer diversos exames que auxiliem o médico a identificar o melhor método e qual dedo deve ser retirado. O especialista também avalia o funcionamento dos dedos e se o procedimento pode causar alguma intervenção nos tendões da mão ou do pé afetado”, acrescenta.
 
Cirurgia promove o equilíbrio facial e deixa os lábios mais harmoniosos.

Lábios grossos podem ser sinônimo de sensualidade e beleza, mas nem todo mundo gosta de ter um “bocão”. De acordo com o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, homens e mulheres reduzem o volume dos lábios por meio da cirurgia plástica para se sentirem melhor e mais belos. “É a labioplastia de redução. Esta cirurgia altera o formato e o volume dos lábios. O objetivo é deixar o rosto harmonioso e os lábios em equilíbrio com o restante do rosto”, afirma.

Pacheco, que é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que é feita uma incisão na parte interna dos lábios e a porção excedente é retirada por meio de uma cânula com espessura fina. “O paciente é submetido a anestesia local para que o procedimento possa ser realizado. Outra alternativa é fazer o bloqueio do chamado nervo infra-orbitrário, que transmite os estímulos dolorosos na região da boca”, esclarece.

O procedimento dura em média 45 minutos, considerado um tempo cirúrgico rápido, já que a operação não é tão complexa quanto outras intervenções estéticas. O efeito da cirurgia é definitivo, por isso é importante estar seguro sobre a realização da labioplastia de redução. “Os pacientes sempre são avaliados de maneira rigorosa e são liberados para a realização da plástica depois de saberem todos os riscos e possíveis resultados da técnica. É essencial saber todos os detalhes, isso aumenta a confiança”, destaca.

No pós-operatório o paciente deve seguir a risca todas as orientações para que os resultados não sejam prejudicados. Durante pelo menos 10 dias é recomendada a utilização de compressas de gelo e alimentos macios, que não exijam movimentos bruscos durante a mastigação. “A fala é liberada, desde que não sejam cometidos excessos. O paciente deve conversar devagar, sem mexer demais os lábios. Estes cuidados são fundamentais para que os pontos não sejam alterados”, observa.

Quem se submete a labioplastia de redução também deve ficar atento a exposição solar. Para que o sol não ocasione manchas na região os médicos orientam os pacientes a evita a exposição aos raios solares por no mínimo um mês. “A cicatriz, uma das principais preocupações dos pacientes, fica escondida, já que o corte é feito na parte interna dos lábios. Fazer a utilização de protetor solar labial é de extrema importância e também contribui no combate as manchas”, ressalta Pacheco.

As suturas são feitas com uma linha especial, que após quatro ou cinco dias caem espontaneamente. O período de recuperação é um pouco incômodo, especialmente nos três primeiros dias, pois a região possui muitos vasos sanguíneos. “Os lábios ficam levemente doloridos. Para reduzir o inchaço e a sensação dolorosa o ideal é consumir apenas alimentos líquidos e frios. Depois que os pontos caem a alimentação pode voltar ao normal”, aponta.

De acordo com Pacheco, mestre em Princípios da Cirurgia utilizando o laser, outras recomendações são evitar a realização de exercícios físicos por 15 dias, fazer o asseio oral com solução anti-séptica sempre após as refeições e escovar os dentes de maneira delicada. “O consumo de bebidas alcoólicas e o fumo são proibidos, pois comprometem a recuperação da cirurgia, a cicatrização da região e prejudicam os efeitos da medicação”, acrescenta o especialista, que atende na Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, em Curitiba.

Ritidoplastia remove a pele flácida do rosto, deixando os contornos faciais mais joviais.

A fase da juventude pode ser considerada a melhor da vida – afinal quem não quer ficar jovem para sempre? Os jovens não são tão novos que não possam fazer o que desejam e nem tão velhos para que a idade seja um empecilho. Mesmo que a alma seja jovem, o corpo não pode negar os anos que se passaram. “Rejuvenescer é o desejo de quase todo mundo e muitos recorrem a cirurgia plástica para se sentirem mais novos”, afirma Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).


Questionado sobre qual a principal cirurgia plástica que promove a jovialidade, o especialista aponta que é preciso determinar em qual área do corpo que se está falando, pois os sinais da idade são aparentes em várias partes do organismo. “O envelhecimento não é denunciado apenas pela pele flácida do rosto e pelas marcas de expressão, mas também pelo estado de conservação da derme do pescoço, do colo, dos braços e a forma e a posição dos seios”, esclarece.

No caso dos aspectos faciais, a ritidoplastia é o procedimento mais indicado para deixar o rosto mais jovial. A técnica consiste em remover a pele flácida localizada na face e tracionar os músculos. “Com o passar do tempo a parte muscular perde a rigidez e a tonificação, o que causa a flacidez, rugas, linhas na testa, os ‘pés de galinha’ e outras marcas de expressão. Questões genéticas e a exposição ao sol também podem influenciar no processo, acelerando ainda mais o envelhecimento”, destaca.

Durante a cirurgia são feitas incisões no rosto para que seja possível a remoção da gordura, o realce do contorno ósseo natural e dos ângulos da face. O procedimento não altera a fisionomia do paciente, apenas realça o que o indivíduo tem de melhor. “É um engano pensar que a cirurgia plástica tem como objetivo mudar as características naturais do paciente. A principal finalidade da plástica é ressaltar o que há de bom e eliminar, ou disfarçar, as áreas que não são tão privilegiadas”, observa.

Pacheco aponta que entre os cuidados pré-operatórios estão a realização de exames, a recomendação de evitar fumo um mês antes do procedimento cirúrgico e não ingerir remédios a base de ácido acetilsalicílico. “Cada paciente deve ser avaliado individualmente por um cirurgião especializado. Para saber se o profissional é confiável, basta consultar se ele é membro da SBCP no site da instituição. Apenas cirurgiões plásticos que possuam as exigências mínimas para exercer a profissão podem fazer parte da entidade”, enfatiza.
As cicatrizes do procedimento estético são praticamente imperceptíveis, pois as incisões são feitas de maneira estratégica, para que as marcas fiquem escondidas. O tempo de duração da cirurgia varia conforme a complexidade do caso e pode durar de três a seis horas. “A anestesia pode ser geral ou local com sedação e o tempo de internação pode ser de 12 a 36 horas. Os pontos podem ser retirados após 10 dias da realização da cirurgia e é recomendado evitar esforços físicos e exposição solar”, explica.

Outros procedimentos complementam a ritidoplastia, como a aplicação de toxina botulínica, peeling, sessões de laser e outros cuidados para que a pele se mantenha saudável. “O uso de protetor solar diariamente, hidratação facial superficial diária com produtos de qualidade e profunda semanal feita por profissionais especializados é fundamental. Quanto melhor a pele for tratada, mais tempo os resultados permanecerão”, acrescenta.

Queiloplastia deixa boca mais sensual e de quebra ameniza as rugas da região.

Ter uma boca carnuda e sensual é o sonho de muitas mulheres, principalmente com o sucesso de divas do cinema como Angelina Jolie, que desfilam com os seus “super” lábios por aí. Para quem não aguenta mais ter os lábios finos uma solução para ter a boca dos sonhos é a cirurgia plástica. “A chamada queiloplastia é a cirurgia que tem como objetivo aumentar o volume dos lábios”, explica o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Mas quem acha que basta ir para a mesa de cirurgia para ficar com lábios de dar inveja a qualquer mortal, está enganado. Pacheco ressalta que a expectativa dos pacientes muitas vezes é maior do que os limites reais. “Ninguém chega e diz que quer lábios que combinem com a harmonia do seu rosto. A referência é sempre de alguma atriz famosa ou modelo. E é aí que entra a responsabilidade do médico, de explicar as possibilidades e mostrar o que mais irá combinar com o rosto do paciente, sem criar falsas esperanças”, enfatiza.

Os novos contornos devem estar em harmonia com os traços do paciente, levando em consideração a altura e localização do nariz, do queixo e outras características que influenciam o equilíbrio da estética facial. “Esta cirurgia ainda proporciona outro resultado que agrada e muito as mulheres. Como a técnica proporciona o aumento do volume dos lábios, as rugas da região são minimizadas, deixando o rosto mais jovial. Além de se sentir mais bonita e sensual, a paciente fica mais jovem com apenas uma cirurgia”, afirma.

A técnica, também conhecida como bardotização – em referência a boca da atriz francesa Brigitte Bardot, símbolo sexual dos anos 60 – remodela o contorno dos lábios da boca. A espessura aumenta e o arco de cupido é refeito. “O cirurgião faz um desenho em volta da boca para ter uma referência na hora de realizar a cirurgia. Os traços indicam os locais onde as incisões devem ser feitas para que os lábios fiquem com a forma e o volume desejado pelo paciente”, esclarece o médico, proprietário da Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, em Curitiba.

Após as incisões a mucosa dos lábios é levantada até a linha desenhada. A cirurgia é rápida, normalmente tem a duração de uma hora e a anestesia é local com sedação. “As recomendações pré-operatórias são as mesmas de outras intervenções plásticas. Suspender o uso de medicamentos a base de ácido acetil-salicílico 15 dias antes e 15 dias depois da operação, fazer jejum de oito horas antes da cirurgia, não fumar nem consumir bebidas alcoólicas e fazer todos os exames solicitados pelo médico”, aponta.

No período pós-operatório o paciente deve ficar longe de exercícios físicos e práticas esportivas durante no mínimo 15 dias, o retorno ao trabalho e estudos é liberado 10 dias depois do procedimento e as bebidas alcoólicas e o fumo são proibidos, pois prejudicam a cicatrização. “No início a alimentação deve ser líquida e gradualmente é substituída por alimentos pastosos, principalmente durante a primeira semana. Os dentes devem ser escovados com cuidado e durante os primeiros cinco dias pode haver inchaço e dores”, observa.

Outra recomendação importante é evitar a exposição solar por no mínimo um mês, pois os raios do sol podem causar o escurecimento da cicatriz. As marcas da cirurgia são quase imperceptíveis e podem ser camufladas com o uso de batom. “A queiloplastia pode ser realizada tanto no lábio superior quanto no inferior, tudo depende do desejo do paciente e da conversa com o cirurgião plástico. Em alguns casos é necessária a intervenção em ambos os lábios, para que o resultado fique proporcional e dê mais naturalidade a boca”, acrescenta.

Recrutadores valorizam quem estuda em boas instituições, mas para profissionais com mais de cinco anos de formação a experiência é mais relevante.

O currículo é a porta de entrada de qualquer profissional em uma empresa. Os recrutadores observam cada detalhe e analisam a formação e a experiência dos candidatos. Um item que pesa na hora da escolha é a qualidade da universidade. “As empresas normalmente sabem quais são as melhores instituições de ensino superior e ficam de olho na formação dos profissionais”, observa Sidney Alves, gestor de carreira da empresa de recursos humanos RH Capital.

 
Apesar de não ser o critério mais relevante, a formação ainda é levada em consideração. Os recrutadores consideram que os profissionais formados em boas universidades possuem melhor formação cultural e tem competências como liderança e flexibilidade. “O nome da faculdade conta especialmente no momento da triagem. Algumas organizações escolhem candidatos somente das melhores universidades e outras utilizam o critério como desempate”, explica.
O principal fator pelo qual o nome das universidades pesam tanto no currículo é que o ingresso em uma universidade renomada exige um esforço maior para passar no vestibular e a graduação é mais exigente. “Mas é bom lembrar que sempre há exceções. Profissionais de universidades menos reconhecidas podem se dar muito melhor na profissão dos que os freqüentaram aulas com os melhores professores. Mais do que um bom ensino é preciso esforço e dedicação para agregar valor”, ressalta.

 
Além disso, destaca Alves, o conhecimento e as habilidades do candidato são fundamentais e isso vem do mérito individual e não apenas da formação no ensino superior. A bagagem cultural é um item muito valorizado pelas companhias e que pode ter como base intercâmbios, leituras extra-curriculares, cursos, palestras e outras coisas que ultrapassam os limites das instituições de ensino. “O nome da faculdade é mais relevante no caso de recém-formados, que ainda não tem experiência”, aponta.

 
Para quem já está formado há algum tempo a universidade não faz tanta diferença assim. Segundo Alves, existe um consenso de que após cinco anos da formatura a experiência é mais importante. “A universidade faz a diferença, mas a carreira profissional do candidato vai influenciar mais na sua atuação. O perfil, outros conhecimentos e as competências também são fundamentais. Por isso quem não teve a oportunidade de estudar em uma instituição renomada, não se desespere, tem lugar para todos”, acrescenta.

 
Os diferenciais do profissional ajudam a alavancar a carreira. É essencial estar sempre atualizado, fazer especializações, mestrado, doutorado, cursos, aprender novos idiomas e participar de projetos voluntários. “O aprimoramento deve ser constante para que o profissional possa atender as exigências do mercado de trabalho. O candidato tem que mostrar que é a melhor escolha na hora da entrevista, fazer o seu marketing pessoal”, recomenda.
 
Time deve compartilhar conhecimentos e superar dificuldades em conjunto.

Saber trabalhar em equipe é uma característica muito valorizada pelas empresas, mas para formar um time não basta que um grupo de funcionários se reúna em uma mesma sala ou sejam do mesmo setor. É preciso sintonia, união e muito mais do que a proximidade física para que o espírito de equipe esteja presente. “Não é preciso nem estar perto para trabalhar em equipe. Funcionários de diferentes departamentos da organização podem formar uma boa equipe, por exemplo”, destaca o gestor de carreira Sidney Alves, da empresa de recursos humanos RH Capital.

Para identificar se os colaboradores estão trabalhando realmente em equipe é preciso analisar alguns fatores como o clima organizacional, qual o nível de estresse dos funcionários, o respeito entre os pares e a liberdade para apresentar ideias. “O clima organizacional deve ser tranquilo, sem a necessidade de monitoramento constante por gestores ou líderes. Mesmo com o estresse do dia a dia, o cotidiano da empresa também deve ter sua tensão amenizada pela atuação em conjunto, pois neste caso os obstáculos devem ser superados juntos e os problemas compartilhados entre si”, observa.

Alves destaca que uma boa equipe não faz diferenciações em relação ao sexo, idade, raça ou outras características dos membros. O que importa em um time é o talento do profissional e o que ele pode agregar a empresa e aos colegas de trabalho. “Cada um também pode expressar a sua personalidade sem ser mal interpretado. Limites existem e cada pessoa deve saber até onde pode ir. Essa liberdade também favorece a criatividade, novas ideias e sugestões. Os profissionais perdem o receio de mostrar suas contribuições”, esclarece.

A liberdade entre os colegas permite ainda aos profissionais conversarem sobre o seu próprio desempenho ou sobre a produtividade do grupo. O feedback é fundamental para que os colaboradores saibam quais são os acertos e os erros. “Saber como anda a sua atuação na companhia contribui para o crescimento profissional e o desenvolvimento de maneira mais planejada. Além disso é importante para que o indivíduo tenha em mente se está ou não atendendo as expectativas da empresa, é como se fosse uma chance para colocar o ritmo nos trilhos novamente”, enfatiza.

Outro fator de destaque para os times que possuem bons resultados é que os gestores não precisam impor valores, crenças ou princípios, ele conquista com o passar do tempo o respeito e a confiança dos colaboradores. “O espírito de equipe deve estar sempre presente, principalmente nos momentos de dificuldade. Todos devem ser solidários e ajudar uns aos outros com a troca de informações e sugestões para resolver o problema. Compartilhar experiências e conhecimentos é um ponto fundamental no que diz respeito a uma boa equipe”, finaliza.

Profissionais devem aproveitar a oportunidade para ascensão na carreira, desenvolvimento e demonstração de habilidades.

Sair da zona de conforto é difícil para qualquer pessoa, seja na vida pessoal ou profissional. No ambiente de trabalho as mudanças podem ser encaradas como um obstáculo que impedirá a continuidade do trabalho ou como uma oportunidade superar desafios. De acordo com Sidney Alves, gestor de carreira da RH Capital, empresa de recursos humanos, o funcionário deve ter em mente que demonstrar resistência a alterações no cotidiano da empresa pode ser visto pelos gestores e líderes como um ponto negativo. “Os desafios promovem o crescimento profissional e estimulam a inovação”, destaca.

No início as novas responsabilidades ou mudanças podem assustar e até tirar o sono do profissional, mas tudo deve ser visto com naturalidade, refletindo amadurecimento nas questões profissionais. Novas metas devem ser perseguidas com vontade e sem pensamentos negativos. “Se o funcionário recebeu uma meta é sinal de que ele é visto como uma pessoa que tem capacidade para atingi-la. As mudanças são benéficas, pois impedem a estagnação dos talentos e promovem o desenvolvimento”, considera. 
Outra vantagem de enfrentar novos desafios é superar limites e se surpreender com competências que estavam adormecidas ou escondidas pela ociosidade. Isto possibilita a busca de novos horizontes dentro da própria empresa ou da carreira. “Ao impor mudanças a empresa também demonstra que possui confiança nos profissionais e estes por sua vez se sentem mais valorizados. Além disso, o currículo também fica enriquecido, já que é importante apresentar os resultados conquistados dentro de uma companhia”, observa.

O profissional deve aproveitar a chance para aprimorar as competências que já possui e ainda propor outras inovações que beneficiem o dia a dia no trabalho e tenham como resultados a melhora no clima organizacional e até o aumento na produtividade. “Uma dica é colocar em prática todos os conhecimentos obtidos por meio do estudo e da experiência adquirida com o passar do tempo. Desta forma o profissional se torna mais competitivo e se fortalece para enfrentar qualquer problema que possa surgir ou até mesmo superar os próximos desafios”, acrescenta.

Atingir metas contribui ainda para aumentar a motivação e a integração da equipe, especialmente pela importância dada pelas empresas ao trabalho em equipe. “É um momento que pode ser decisivo para a ascensão profissional, por isso é importante estar aberto a mudanças. Se destacar é fundamental e no fim o resultado influenciará decisões que podem afetar os rumos da carreira do funcionário, seja dentro ou fora da organização. Além disso, nada melhor do que sentir que a missão foi cumprida”, finaliza Alves.

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