Exame de análise computadorizada ajuda no diagnóstico, localizando a lesão e identificando a causa da enfermidade.

Zumbido, perda de audição, vertigem e sensação de ouvidos tampados são algumas sensações da Doença de Ménière, um distúrbio que afeta a audição e o equilíbrio do corpo. A enfermidade foi descrita em 1861, pelo médico Prosper Ménière e é denominada doença quando não há uma causa definida e síndrome quando é possível diagnosticar a causa. “A patologia pode afetar indivíduos de qualquer idade, mas é mais comum entre os 30 e 50 anos”, afirma a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
As características da doença são bem marcantes – episódios de vertigem, precedidos de zumbido e diminuição da audição. As alterações auditivas variam, ou seja, em alguns momentos podem piorar ou melhorar. “Nem sempre o paciente relata a presença de todos os sintomas ao mesmo tempo. Em muitos casos, a pessoa percebe um ou mais sinais de maneira isolada. As crises podem durar de 30 minutos a algumas horas e podem ser acompanhadas de náuseas e vômitos”, explica a especialista, coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba).
No início da doença, as crises podem apresentar somente sintomas auditivos (zumbido e perda de audição) ou só os vestibulares (vertigem e desequilíbrio). Rita ressalta que dentro do ouvido há várias estruturas, entre elas a cóclea, responsável pela audição, e o vestíbulo, relacionado ao equilíbrio corporal. “A cóclea e o vestíbulo formam o labirinto, que funciona como um conjunto de canais ósseos que são preenchidos por um líquido, a endolinfa. Quando a cabeça se movimenta, este líquido se move nos canais e estimula as células sensoriais, informando a posição do corpo no espaço”, esclarece.
Na Doença de Ménière, a pressão da endolinfa aumenta e as células sensoriais são estimuladas sem necessidade. O aumento da pressão também lesiona as células do labirinto e da cóclea. “O comprometimento destes componentes provoca os sintomas que caracterizam a doença. Normalmente apenas um dos ouvidos é afetado, mas há possibilidade do problema ser bilateral”, destaca a especialista, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Apesar de nenhuma teoria científica ter comprovado a origem da enfermidade, vários fatores estão ligados ao surgimento da Doença de Ménière. Entre eles estão alterações do metabolismo, mudanças bruscas da pressão barométrica, doenças auto-imunes, estresse, problemas psicológicos, traumatismos na cabeça e alterações anatômicas vasculares. “Hipertensão, diabetes, reumatismo, otosclerose, inflamações e infecções são outras causas que podem desencadear a patologia”, aponta a médica, mestre em clínica cirúrgica pela (UFPR).
O diagnóstico é feito com base no histórico clínico do paciente e avaliações otoneurológicas, como a audiometria, impedanciometria e otoemissões acústicas evocadas e eletrococleografia. A investigação é enriquecida com a videonistagmografia, um sistema de análise computadorizada usado para analisar as alterações do equilíbrio corporal. “É feita uma análise dos movimentos oculares e todos os dados são registrados em vídeo. Com este exame é possível localizar a lesão e identificar a causa do problema mais rapidamente, já que todos os cálculos são feitos automaticamente”, enfatiza.
O aparelho que realiza a vídeonistagmografia não é encontrado em qualquer lugar. No Paraná, existe apenas um dispositivo, utilizado por Rita para avaliar os distúrbios que afetam o equilíbrio corporal de seus pacientes. “Este exame dá mais segurança ao médico para determinar qual é a doença que está prejudicando o equilíbrio do paciente”, acrescenta. O tratamento da Doença de Ménière é feito com medicamentos, para aliviar os sintomas, prevenir as crises e eliminar a causa quando ela é identificada. A cirurgia tem indicação limitada.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
Telefone: 41-3225-1665   
Endereço: Rua João Manoel, 304 Térreo, Bairro São Francisco, Curitiba PR.
O apertamento e o ranger de dentes pode provocar a alteração  progressiva das estruturas faciais.
 
O estresse pode ser definido como uma reação do organismo que reúne aspetos psicológicos, físicos, hormonais e mentais. Esta resposta é desencadeada em situações que exigem adaptação, eventos inesperados ou momentos de alerta. “O estresse pode ser positivo ou negativo. O primeiro se limita a fase inicial, como um aviso ao corpo. Já o negativo ocorre quando o indivíduo ultrapassa os seus limites e a capacidade de adaptação é esgotada, prejudicando a qualidade de vida”, explica Gerson Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial da Köhler Ortofacial.
Considerado uma epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse causa sintomas psicológicos e físicos como dificuldades relacionadas à memória e concentração, tensões musculares, problemas de pele, infecções, dores e hipertensão. “O estresse também pode se manifestar na boca, com o surgimento do bruxismo, um hábito anormal, no qual a pessoa passa a ranger ou apertar os dentes de maneira intensa, involuntária e ritmada. O distúrbio é desencadeado por movimentos anormais da mandíbula e pode comprometer a estrutura facial”, esclarece.
O bruxismo, também denominado briquismo, atinge pessoas do sexo masculino e feminino em qualquer fase da vida. O especialista aponta que o hábito é extremamente destrutivo para os dentes, seus tecidos de suporte e as articulações da mandíbula. “A alteração nem sempre é diagnosticada. Estimativas sugerem que aproximadamente 20% dos portadores reconhecem o problema, um número pequeno comparado ao grande universo de indivíduos que sofrem com o apertamento de dentes”, destaca Gerson, professor da pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desde 1988.
Existem dois tipos de bruxismo, o do sono (BS) e o da vigília (BV). O primeiro ocorre somente a noite, enquanto a pessoa está dormindo e o segundo é percebido durante o dia. O indivíduo pode apresentar os dois tipos, sendo que o da vigília afeta uma em cada cinco pessoas, de acordo com dados do artigo Neurobiological Mechanisms Involved in Sleep Bruxism. “Esta é pesquisa científica é importante e foi realizada por pesquisadores da Universidade de Montreal em conjunto com o Centro de Estudo do Sono do Hospital Sacré-Coeur e a Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto, todos localizados no Canadá”, acrescenta.
Além do estresse físico e emocional, fatores como sobrecarga e disfunção da musculatura mastigatória, alterações na articulação têmporo-mandibular (ATM) – que fica localizada entre as extremidades da mandíbula e o crânio, bem ao lado dos ouvidos -, perdas dentárias, fechamento incorreto da boca, problemas nas vias aéreas superiores e mau alinhamento dos dentes podem provocar bruxismo. “A musculatura facial é muito poderosa e atua sobre os dentes, os ossos que os sustentam e as ATMs. A força desnecessária destes músculos provoca uma sobrecarga excessiva, causando o bruxismo”, observa.
O zumbido também está relacionado ao bruxismo. Os apertamentos podem provocar a compressão de nervos presentes na região posterior do disco articular (o menisco)  das ATMs, próxima às estruturas do ouvido. “A compressão estimula o envio de sinais ao cérebro que podem ser decodificados como uma sensação sonora na ausência de uma fonte externa, o zumbido. O barulho pode ser percebido na cabeça ou nos ouvidos e exige o acompanhamento interdisciplinar no diagnostico e no tratamento”, afirma Gerson, que faz parte do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba) do HC/UFPR.
Entre os sintomas do distúrbio estão cansaço nos músculos faciais, desgastes excessivo dos dentes, dificuldades para abrir a boca, fraturas dentárias, dores nas articulações mastigatórias, estalos e travamento nas ATMS, dores de cabeça tensionais frequentes na região temporal e dores no rosto, pescoço, ouvido e até nos ombros. “Quando o bruxismo é diurno, as dores são mais intensas na parte da tarde. Se for noturno, as dores aumentam na parte da manhã”, enfatiza o ortodontista, especialista em ortopedia funcional dos maxilares.
O tratamento do bruxismo depende da intensidade dos apertamentos e do ranger de dentes, do período em que o distúrbio ocorre – de dia ou de noite – e das causas. Uso de placas interoclusais, tratamentos normalizadores ortodônticos e odontológicos fazem parte das estratégias indicadas pelos especialistas. “A prática de exercícios físicos também é fundamental. O ideal é consultar um profissional especializado para diagnosticar a causa e tratar a raiz do problema, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes e promovendo a saúde”, finaliza Gerson.
 
Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Fone: 41 3224.4883/3013-0183
Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro, Curitiba/PR.
 


Distúrbios do sono podem comprometer o crescimento dos ossos faciais e os malefícios podem se estender para a fase adulta.
 
Dormir bem é fundamental em qualquer idade. O descanso garante disposição no dia seguinte, recupera todos os órgãos do corpo, consolida a memória e amadurece o sistema nervoso central. Funções relacionadas ao metabolismo anabólico e a secreção hormonal também ocorrem enquanto dormimos. “Na infância, o sono tem um papel extremamente importante para o desenvolvimento corporal. Durante o sono, cerca de 90% do processo de síntese do hormônio do crescimento é realizado”, ressalta o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, da Köhler Ortofacial.
Em cada fase da vida é necessária uma determinada quantidade de sono para manter a saúde. Os recém-nascidos são os mais dorminhocos – podem dormir até 16 horas por dia. A partir dos dois anos, a criança dorme aproximadamente 12 horas e aos cinco o ideal é ter 10 horas de sono. Dos sete aos 10 anos é recomendado reservar, no mínimo, 9 horas para dormir. A partir dos 10 anos, oito horas são o suficiente para suprir a necessidade de sono do organismo. “É preciso pensar na quantidade e também na qualidade. Se o sono for ruim, não há descanso”, alerta.
De acordo com Juarez Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial e responsável pelo setor de Monitoração Ortopédica da Face Pediátrica (MOFP) da Köhler Ortofacial, as crianças podem sofrer com Distúrbios do Sono. O mais comum é a Apnéia Obstrutiva do Sono. “São breves interrupções da respiração durante o sono, que comprometem a oxigenação do cérebro, impedem a progressão do sono para suas fases mais profundas e aumentam o risco do surgimento de doenças como as cardiovasculares, a fadiga crônica e a obesidade”, explica.
A apnéia ainda causa problemas com a concentração, memória, sonolência e baixo rendimento escolar. O ronco, um dos sintomas do distúrbio, afeta o processo de desenvolvimento craniofacial, especialmente as estruturas da boca, dos dentes e das regiões ao redor. “É uma ação destrutiva - pela ação muscular interna e externa à boca - sobre os ossos da face. Além das interrupções na entrada e saída de ar, a respiração incorreta, realizada pela boca e não pelo nariz, também gera alterações faciais importantes”, destaca Gerson, que atua de maneira interdisciplinar em casos de distúrbios do sono.
A respiração bucal é um dos principais responsáveis pelo crescimento inadequado da maxila e da mandíbula, diminuição das arcadas ósseas dentárias, dos seios paranasais e frontais e das dimensões nasais, alterações na posição da língua e pelo aprofundamento e estreitamento do palato. “Estes danos acontecem de maneira progressiva e continuada, sendo que o rosto pode ficar estreito e alongado, características da dismorfia facial”, esclarece Juarez, membro da Associação Brasileira de Sono.
Problemas no comportamento e no aprendizado da criança são outras consequências dos distúrbios do sono. A cada interrupção da respiração, o indivíduo sofre um microdespertar, que dificulta a volta ao sono profundo. “Infecções nas vias respiratórias e aumento de volume das amídalas ou da adenóide são considerados os fatores determinantes para o surgimento da apnéia obstrutiva do sono na infância. Respiração pesada, movimentos com a cabeça para trás, sono agitado, sonambulismo e sudorese intensa denunciam o distúrbio. Os pais também devem ficar atentos quando a criança fala dormindo ou chora”, aponta Juarez.
O tratamento precoce ajuda a amenizar os malefícios dos distúrbios do sono e evitar consequências na vida adulta. O diagnóstico e a intervenção devem ser feitos com o acompanhamento de médicos otorrinopediatras, ortodontistas pediátricos, ortopedistas faciais e fonoaudiólogos mioterapeutas. “O trabalho interdisciplinar é imprescindível para o crescimento e desenvolvimento facial e para a saúde geral do corpo. Em alguns casos, o tratamento precoce é capaz de evitar as alterações provocadas pelos distúrbios da respiração e do sono”, acrescenta Gerson.



Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Fone: 41 3224.4883/3013-0183
Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro, Curitiba/PR.

Na última quinta-feira (31/05), a otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães participou do Congresso de Otorrinolaringologia da Fundação de otorrinolaringologia da USP. A médica ministrou um curso sobre terapia sonora para o zumbido com o dispositivo Neoromonics. "O aparelho é semelhante a um MP3 e é útil no tratamento de pacientes com zumbido", ressalta a especialista, que fez um treinamento na Neuromonics em Denver, cidade localizada no Colorado (EUA).

O aparelho funciona com um cartão de memória personalizado, com melodias e um som neutro que estimulam determinadas áreas do sistema auditivo. O objetivo é ativar filtros que minimizam e até eliminam a percepção do zumbido. "As gravações no cartão são feitas conforme a avaliação audiológica do paciente. O dispositivo deve ser usado de duas a quatro horas por dia, nos períodos em que o zumbido provoca mais incômodo. O tratamento dura de seis a oito meses", explica.

Segundo Rita, já nos primeiros dias de uso é possível perceber alívio do incômodo do zumbido, relaxamento e melhora do sono. "Este tratamento foi aprovado no Brasil há oito meses e os primeiros pacientes já estão sendo beneficiados pelo aparelho", acrescenta a especialista, única médica credenciada no Paraná junto a Politec Saúde para oferecer a Terapia Sonora Neuromonics como forma de tratamento para o zumbido.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
Telefone: 41-3225-1665   
Endereço: Rua João Manoel, 304 Térreo, Bairro São Francisco, Curitiba PR.

Exames médicos e audiológicos são fundamentais para descobrir a raiz do sintoma.
O Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba) se reuniu hoje (01/06) para falar sobre os principais exames médicos e audiológicos para o diagnóstico do zumbido. O encontro, realizado sempre na primeira sexta-feira do mês, aconteceu no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e diversas pessoas que sofrem com o zumbido acompanharam o encontro. A otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, coordenadora do GIPZ Curitiba, e a fonoaudióloga Izabella Macedo foram as responsáveis pela palestra.

O diagnóstico das causas do zumbido - normalmente o sintoma é provocado por mais de um fator - exige uma investigação completa das estruturas do ouvido, da audição e da saúde geral do organismo. "Na primeira consulta com o otorrinolaringologista, especialista que acompanha o paciente durante todo o processo, são feitas inúmeras perguntas. É preciso saber os sintomas, as doenças presentes, o histórico clínico, se foi feito algum tratamento anterior, se há distúrbios do sono, alterações emocionais, intolerância a sons e como são os hábitos de vida do indivíduo", explica Rita.

O médico faz um exame físico nas orelhas, garganta e nariz e também solicita exames complementares, entre eles os otoneurológicos, os laboratoriais, de imagem e o Ecodoppler (exame do fluxo sanguíneo das artérias). "As avaliações de laboratório incluem hemograma, glicemia, colesterol e triglicerídeos, hormônios tireoideanos, TSH e T4 livre, zinco sérico e reação sorológica a sífilis entre outros. Elas contribuem para a análise de infecções, anemia, metabolismo de carboidratos, gorduras e cereais, fatores relacionados a cóclea e as vias auditivas e outros aspectos", complementa a especialista.

Os exames audiológicos são feitos por um profissional da fonoaudiologia. Segundo Macedo, sem as informações auditivas é impossível fazer o diagnóstico do zumbido. "A cada 10 pacientes com zumbido, nove tem alterações audiológicas, por isso é fundamental verificar a saúde dos ouvidos e da audição. A avaliação audiológica básica é composta pela Audiometria Tonal Limiar, que verifica a menor intensidade que o paciente consegue ouvir, a Logoaudiometria, exame que avalia a capacidade de compreensão da fala e a Imitanciometria, que avalia as condições da orelha média e da cóclea", aponta.

O Limiar de Desconforto Auditivo, que verifica se há intolerância a sons, e a Acufenometria, que avalia a intensidade e a frequência do zumbido, também fazem parte da bateria de exames. Se houver alguma alteração, o paciente é orientado a realizar avaliações complementares. "Algo que sempre deixamos bem claro é que a surdez é uma das principais causas do zumbido, mas o ruído não causa problemas de audição, pois é apenas um sintoma e não uma doença. O tratamento deve focar a eliminação dos fatores que desencadearam o zumbido", enfatiza.

Conhecimento aumenta as chances de melhorar

A equipe do GIPZ Curitiba é composta pela otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, a fonoaudióloga Izabella Macedo, as  psicólogas Lesle Maciel e Daniela Matheus, a fisioterapeuta Vivian Domit Pasqualin e o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler. Todos são voluntários e, além de doarem um pouco do seu tempo e atenção, os profissionais compartilham conhecimento. "É uma ferramenta poderosa conta o zumbido. Quanto mais se sabe sobre ele, maiores são as chances de melhorar", destaca Rita.

Sandra Regina de Paula, 53 anos, fez questão de contar que depois de participar da reunião de maio, já não dá tanta atenção ao zumbido como antes. "Eu ficava nervosa, chorava e a minha pressão subia, porque eu não sabia o que fazer. Depois que eu assisti à aula e aprendi bastante coisa sobre o zumbido, eu aprendi a controlar a percepção. Quando sinto o ruído mais forte, faço de tudo para não dar bola. Este mês eu nem precisei ir ao médico por causa da pressão", declara.

O professor Luciano Schechtel, 46, sofre há dois anos com o problema e no início pensou que o barulho iria passar sozinho. "Ele incomoda muito na hora de dormir. Na sala de aula também comecei a perceber um pouco de dificuldade para ouvir e sensibilidade aos sons, então resolvi procurar ajuda. Tenho um irmão gêmeo e seis meses depois que o zumbido surgiu em mim, apareceu nele também", comenta. Schechtel participou pela primeira vez da reunião do grupo e achou ótima a iniciativa. "É sempre bom se informar, com certeza vou voltar", diz.

Serviço: Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba)

Próximo encontro: 06 de julho de 2012

Tema: Relações entre zumbido, intolerância a sons e perda auditiva

Palestrante: Izabella Pedriali de Macedo (fonoaudióloga)

Horário: a partir das 14h

Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665

Entrada livre 

Metodologia desenvolve habilidades e competências profissionais. Curso de formação na área tem desconto para quem atua com RH.

No dia 3 de junho foi comemorado o Dia do Profissional de Recursos Humanos. A Academia Brasileira de Coaching (ABRACOACHING) reconhece a importância dos profissionais que dedicam a sua carreira à gestão de pessoas, por isso, durante todo o mês de junho, eles serão homenageados. “Todas as pessoas que ocupam cargos ou fazem consultoria em RH e Gestão de Pessoas terão 15% de desconto nos cursos de formação em coaching da academia. É uma forma de incentivar a capacitação profissional e homenageá-los”, ressalta Bruno Juliani, instrutor e presidente da instituição.
Para ganhar o desconto é preciso apenas comprovar a atuação na área. Não é sorteio, a bonificação será dada a todos os profissionais que atuam com recursos humanos. Juliani afirma que o uso das ferramentas e conhecimentos do coaching dentro do ambiente organizacional é fundamental. “A metodologia promove o desenvolvimento de competências e habilidades pessoais, profissionais e organizacionais dos colaboradores, aumentando a produtividade, a motivação e otimizando os resultados obtidos”, destaca.
No curso de formação em coaching, os alunos passam a compreender as necessidades estratégicas da empresa e aprendem a usar o método em diferentes situações. Os profissionais também recebem orientações para alinhar as ações do coaching com os objetivos e necessidades organizacionais. “A Academia Brasileira de Coaching tem a preocupação de salientar os elementos que são úteis ao cotidiano da gestão de pessoas no treinamento. É uma grande oportunidade para incrementar o currículo e trazer benefícios à organização”, observa.
Com a formação em coaching, quem trabalha com recursos humanos poderá contribuir para o aumento da competitividade do negócio, melhora do desempenho e motivação dos funcionários e mudanças comportamentais. “A transformação de atitudes negativas em ações para o crescimento empresarial é essencial. Os colaboradores serão estimulados a visualizar suas ações de outra forma. O objetivo é mostrar que cada um é uma parte importante para o todo e os resultados positivos favorecem a empresa e os profissionais”, explica.
Um dos maiores desafios na área de gestão de pessoas é estimular a transformação. Com o coaching será possível promover mudanças, respeitando as características de cada colaborador. A valorização humana, a visão sustentável, a inovação e a disciplina devem estar sempre presentes nas práticas de gestão de pessoas. “Um profissional feliz e que se sente valorizado é mais produtivo e comprometido, além de acreditar no seu potencial. Após a formação em coaching, os gestores de pessoas se tornam fomentadores de novos talentos”, acrescenta.
Outro benefício do coaching é a superação de desafios. O primeiro passo é definir com clareza as metas quanto mais simples for o objetivo, melhor. Isto não significa falta de ambição, mas foco no que realmente interessa. “É preciso ainda verificar quais são as limitações e analisar o que pode ser eliminado e o que faz parte do processo. Depois é necessário determinar as ações que levarão a empresa e os profissionais a atingirem as metas propostas. No final, o feedback ajuda a avaliar o que pode ser repetido e o que deve ser melhorado”, explica.
A principal vantagem do coaching, considerado um dos melhores processos de desenvolvimento humano atualmente, é a versatilidade. Como o mais importante é o aprendizado, todo o conhecimento pode ser usado em diferentes áreas, para a conquista de novas metas ou a solução de problemas. “O profissional de recursos humanos pode estimular as equipes a ter mais independência e sugerir caminhos alternativos, criar novas experiências e pensar diferente”, complementa.   

Saiba mais sobre coaching, cursos e eventos no site da Academia Brasileira de Coaching (http://www.abracoaching.com.br). A ABRACOACHING também disponibiliza em seu endereço eletrônico uma lista de professional coaches formados por ela.

Academia Brasileira de Coaching
Bruno Juliani - Diretor Geral|Master Coach
(21)3619-8897
atendimento@abracoaching.com.br
http://www.abracoaching.com.br


Lipoaspiração remove a gordura e abdominoplastia retira a pele flácida e firma os músculos do abdômen.

Na hora de escolher a melhor cirurgia plástica para acabar com a barriguinha indesejada, muitos pacientes ficam na dúvida: qual a opção mais indicada, a lipoaspiração ou a abdominoplastia? De acordo com o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco, a escolha depende do objetivo final da intervenção. “Cada procedimento possui uma finalidade e as técnicas são diferentes. O médico, após a avaliação do paciente, irá determinar qual a operação que terá o melhor resultado conforme o caso”, afirma o especialista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
A lipoaspiração remove a gordura corporal, sem mexer na pele ou nos músculos abdominais. É a intervenção estética ideal para as pessoas que não tem sobras de pele – a temida flacidez –, o abdômen não é projetado para frente e há gordura acima da parte muscular. “A lipo é eficaz para eliminar pequenos acúmulos de tecido adiposo, ou seja, gordura. São feitas pequenas incisões para a colocação de cânulas, tubos finos e vazados, que irão sugar as gorduras localizadas”, explica o médico, que atua na Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, em Curitiba (PR).
A cicatriz é pequena, cerca de quatro milímetros, tamanho do buraco feito para a cânula entrar no local onde foi feita a aspiração. Pacheco alerta que a lipoaspiração não é um procedimento cirúrgico que visa o emagrecimento. “O peso deve estar equilibrado e a intervenção deve ser a última opção, após a tentativa de perder a gordura localizada com dieta e exercícios físicos. Para uma operação segura, apenas 7% do peso corpóreo do paciente pode ser retirado na lipoaspiração úmida, quando há o uso de soro fisiológico, e 5% em uma cirurgia seca”, esclarece.
O período de recuperação depende do tamanho do procedimento. Se o procedimento for leve, feito em uma pequena área, o pós-operatório é mais tranquilo e rápido. Caso a cirurgia tenha sido feita em várias regiões, a recuperação é mais longa. “Os exercícios físicos devem ser evitados no primeiro mês, assim como atividades com levantamento de peso. A exposição solar não é recomendada nas primeiras semanas. O uso de malhas e cintas de compressão ajudam a evitar edemas e as sessões de drenagem linfática amenizam o inchaço”, acrescenta.
A abdominoplastia é o tratamento mais recomendado para remover o excesso de gordura e de pele abdominal, causado principalmente pelo avanço da idade, alterações no peso e após a gestação. É uma cirurgia maior, que exige a realização de uma incisão horizontal na parte inferior do abdômen. “Durante o procedimento é feita a remoção do excesso de pele e de gordura e a aproximação dos músculos afastados. As estrias presentes na parte inferior também são eliminadas e em alguns casos é preciso retirar o umbigo e implantá-lo novamente”, aponta.
Conhecida ainda como dermolipectomia, a abdominoplastia deixa a cintura mais torneada e as formas corporais melhoram como um todo. A cirurgia tem a duração de duas a cinco horas, conforme a extensão da área e a complexidade da intervenção, e, no caso das mulheres, deve ser realizada longe do período menstrual. “A cicatriz fica em uma região que pode ser coberta pelo biquíni ou pela roupa íntima e os resultados definitivos são vistos após um ano. No pós-operatório é necessário usar cintas, evitar esforços físicos e a exposição solar”, destaca.
Pacheco ressalta que tanto na lipoaspiração quanto na abdominoplastia é fundamental que a gordura seja externa, ou seja, esteja acima dos músculos abdominais. A gordura visceral, que fica dentro do abdômen, não pode ser removida. “Ela fica junto com os órgãos internos, então, além de não ser possível chegar até ela, haveria grandes riscos de perfurar algum órgão. A única maneira de eliminar a gordura visceral é com alimentação saudável e exercícios físicos”, finaliza o médico, que está promovendo uma campanha de arrecadação de agasalhos para doar para a Fundação de Assistência Social de Curitiba (FAS de Curitiba) em sua clínica.



Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)
Cirurgião Plástico
Fone:             41 3022-4646            
Endereço: Rua Augusto Stellfed, 2.176, Champanhat, Curitiba/PR
Campanha alerta para a importância de consultar um médico especializado em cirurgia plástica.
Dificuldade para ler um texto? Procure um oftalmologista. Não consegue ouvir direito? Consulte um otorrinolaringologista. Para a saúde íntima da mulher, ninguém melhor do que o ginecologista para manter tudo em ordem. Agora quando o assunto é plástica, não hesite em consultar um médico com especialização em cirurgia plástica. “Infelizmente muitos profissionais que não são especializados na área, ou algumas vezes nem passaram pela medicina, se dizem aptos a realizar cirurgias estéticas ou reparadoras”, alerta o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco.
Pacheco avisa que os pacientes devem tomar cuidado com os charlatões, especialmente aqueles que prometem mundos e fundos ou que se dizem especialistas em apenas um tipo de cirurgia – facial, para as mamas, lipoaspiração ou estética. “O cirurgião plástico, graduado em medicina e especializado na área, pode optar por atuar com ênfase em alguns tipos de cirurgia, mas ele tem conhecimento na cirurgia plástica em geral, pois este segmento é indivisível”, observa o médico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
Para evitar que a população seja prejudicada por falsos cirurgiões plásticos, a SBCP Regional Paraná lançou a campanha educativa “Cirurgia Plástica é para Cirurgião Plástico”. O objetivo é dar orientações sobre a escolha do cirurgião e alertar sobre a divulgação de falsas especialidades, prática condenada e proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e que pode ocultar um profissional que não possui a formação adequada para exercer a função. “É uma campanha excelente e de extrema importância, pois precisamos informar as pessoas sobre como consultar um profissional sério”, afirma.
Com as facilidades de pagamento oferecidas por inúmeras clínicas espalhadas pelo Brasil, aumenta o número de pessoas que caem nas armadilhas, por isso é preciso ficar atento. O CFM considera que a mercantilização das cirurgias e do paciente compromete a qualidade das intervenções e a relação médico-paciente. “É a saúde do indivíduo que se submete ao procedimento que está em jogo. Mesmo que a operação tenha a finalidade estética, toda cautela é fundamental para minimizar ao máximo as chances de ocorrer algum problema”, enfatiza.
O especialista recomenda que os pacientes solicitem a apresentação dos certificados que comprovam a formação do profissional, busquem referências de pessoas que já fizeram alguma plástica com este médico e verifiquem se ele é credenciado pela SBPC. “No site do órgão (http://www2.cirurgiaplastica.org.br/) tem um campo que pode ser preenchido com o nome do cirurgião e o estado para verificar se ele é membro da SBCP”, aponta Pacheco, mestre Princípios da Cirurgia utilizando o laser e proprietário da Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica.
Cirurgião plástico deve estudar por no mínimo 11 anos
O primeiro passo para se tornar um cirurgião plástico é concluir o curso superior de medicina, que tem a duração média de seis anos. Após este período é necessário fazer cinco anos de residência – dois anos para obter o título de cirurgião geral e três anos para se tornar um especialista em cirurgia plástica. “Nos dois primeiros anos, o médico passa a ter familiaridade com os procedimentos cirúrgicos em geral. Nos próximos três anos a residência é especificamente em cirurgia plástica e deve ser feita em uma das instituições credenciadas pela SBCP”, ressalta.
Depois de aprender as técnicas e práticas da cirurgia plástica, o médico deve fazer uma avaliação e ser aprovado para ingressar na SBCP e receber o título de especialista na área pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Além disso, o profissional será considerado membro associado da SBCP. “O cirurgião poderá avançar vários níveis na SBCP, até alcançar o grau mais alto, o de membro titular. Neste caso é preciso comprovar a experiência de no mínimo dois anos na área, apresentar seu currículo e fazer um trabalho científico”, esclarece.
Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)
Cirurgião Plástico
Fone:             41 3022-4646            
Endereço: Rua Augusto Stellfed, 2.176, Champanhat, Curitiba/PR


Recurso pode ser usado na compra ou construção de um imóvel.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) surgiu na década de 60, com o intuito de proteger os trabalhadores demitidos sem justa causa. Desde a criação do fundo, os empregadores devem depositar em uma conta bancária, no nome do empregado e vinculada ao contrato de trabalho, o valor correspondente a 8% do salário do funcionário. Além de dar a oportunidade para o trabalhador formar seu patrimônio, o FGTS é utilizado no financiamento de programas de habitação popular, saneamento básico e infraestrutura urbana.
De acordo com Bárbara Silva Freitas, responsável pela área financeira e administrativa da PRIMAR Administradora de Bens, o FGTS é muito utilizado para a compra de imóveis. O fundo pode ser usado para pagamento à vista, financiamento ou consórcio, mas existem algumas regras sobre o seu uso. “Na compra de um imóvel residencial urbano é possível utilizar o FGTS para o pagamento parcial ou total do valor do bem ou para pagar o lance de obtenção ou complementação da carta de crédito no consórcio de imóveis”, explica.
O recurso pode ser usado no financiamento de imóveis de até R$ 500 mil ou para pagar até 80% do valor da prestação por até um ano. Bárbara lembra que a liberação do FGTS ocorre somente após a finalização da escritura e do registro do imóvel, impossibilitando o uso do fundo para dar entrada no negócio. “Quem já possui uma casa ou apartamento em seu nome não pode usar o benefício para comprar um segundo imóvel. Para usar o FGTS novamente, o trabalhador deve esperar três anos e não pode ter nenhum patrimônio em seu nome”, esclarece.
O FGTS só é liberado para um novo financiamento quando for comprovado que o imóvel adquirido com o benefício foi vendido e levado para registro. Por isso é importante verificar se foi feita a transferência do registro do imóvel. “Quem tem o fundo inativo pode aproveitar o saldo e adquirir um imóvel, se ainda não possuir nenhum, já que o valor só pode ser resgatado nesta circunstância ou em caso de doenças graves e situações excepcionais, como tragédias naturais. Mesmo as pessoas que tem restrições de crédito podem usar o FGTS para pagamento integral do bem”, acrescenta.
O fundo não pode ser usado para aquisição de imóveis comerciais, reformas, ampliações ou melhoria de imóveis residenciais ou comerciais, aquisição de lotes e terrenos ou de moradia para familiares ou terceiros. “O imóvel deve ser destinado à moradia do comprador e deve estar localizado no município onde ele trabalha ou reside há pelo menos um ano, na região metropolitana ou em cidades limítrofes. O titular da conta deve ter no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS. O cônjuge também pode usar seu recurso desde que ambos tenham seu nome na escritura”, acrescenta.
A liberação do FGTS é feita mediante a apresentação de documentos pessoais e certidão de casamento, caso o trabalhador seja casado. É necessário o pagamento de uma taxa de abertura do processo para o banco e todo o trâmite leva em média 60 dias. “A construção de um imóvel também pode ser subsidiada pelo FGTS. Para que a operação possa ser realizada é preciso que haja vínculo com um financiamento ou programa de autofinanciamento. O construtor deve apresentar o cronograma da obra”, finaliza. 

Primar Administradora de Imóveis
Fone: 21 3297-8675      / 3297-8666/3431-5454
Endereço 1: Rua Arquias Cordeiro, N° 324, grupo 212, Méier, Rio de Janeiro – RJ.
Endereço 2: Rua Dalcídio Jurandir, 255, loja 125, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

No mês de junho, o mês dos profissionais de Recursos Humanos, a Academia Brasileira de Coaching (Abracoaching) faz uma promoção especial. Todos os profissionais que ocupam cargos ou fazem consultoria em RH e Gestão de Pessoas terão 15% de desconto nos cursos de formação em coaching da academia. “Não é sorteio, basta comprovar a sua atuação na área e o desconto será dado imediatamente. É uma forma singela de homenagear estes profissionais tão importantes para a sociedade e de promover a capacitação profissional, por meio da formação em coaching”, destaca Bruno Juliani, instrutor e presidente da Academia Brasileira de Coaching.


Academia Brasileira de Coaching (Abracoaching)
Academia Brasileira de Coaching é uma empresa dedicada ao desenvolvimento do potencial humano e organizacional através do aprimoramento, ensinamento e disseminação do coachingem seus mais amplos aspectos.
Para a Academia Brasileira de Coaching, as pessoas são muito mais que peças-chave para o bom funcionamento de um sistema. Elas são o sistema como um todo e por isso precisão estar em constante transformação e evolução.
As constantes pesquisas acadêmicas, como monografias, teses, dissertações e artigos nos campos da liderança, motivação, gestão comportamental e evolução do ser humano fazem da Academia Brasileira de Coaching definitivamente o melhor centro para a inovação, aprendizado e prática de coaching no Brasil.