Aleitamento artificial não promove exercícios musculares na intensidade necessária para o correto crescimento do rosto.

A maternidade e a paternidade são um momento único na vida de um casal. Durante toda a gravidez são muitas dúvidas e curiosidades – especialmente em relação ao rostinho do bebê, pois todos querem saber com quem a criança se parece. “O rosto é a marca visual de qualquer indivíduo. É pelos traços da face que as pessoas são reconhecidas e aceitas no convívio social desde o seu nascimento”, afirma Gerson Köhler, especialista em ortodontia, ortopedia facial e ortopedia funcional dos maxilares da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial.
O crescimento e o desenvolvimento craniofacial normais são fundamentais para que na adolescência e na fase adulta o indivíduo possua harmonia, estética e beleza facial. “O crescimento correto, também denominado ortotrópico, só é possível quando a soma das diversas funções do rosto está dentro de parâmetros de normalidade. Se houver mudanças nestas funções – como respirar, mastigar, falar, sorrir e deglutir – pode haver modificações no projeto original de crescimento e desenvolvimento facial”, explica Gerson, professor convidado da pós-graduação da UFPR desde 1988.
De acordo com a fonoaudióloga Nilse Köhler, especialista em distúrbios funcionais orofaciais da Köhler Ortofacial, normalmente as alterações na face ocorrem por causa da respiração incorreta, quando o ar é inspirado pela boca e não pelo nariz. “O projeto da face infantil é determinado pelos fatores genéticos que são herdados dos pais da criança. Em princípio ele é programado para exprimir a sua melhor forma, harmonia e beleza, salvo em casos de excessão, como ocorre quando há a presença de anomalias congênitas”, esclarece a especialista.
Estimativas apontam que cerca de 90% das alterações ortopédicas dentofaciais, que são visíveis por meio dos problemas ortodônticos, estão associadas à ação incorreta dos músculos da face. Os desvios de crescimento facial ocorrem de forma adquirida, lenta e progressiva. “As alterações podem começar a se manifestar quando o indivíduo ainda é um bebê. Por isso é imprescindível que os pais fiquem atentos ao rosto de seus filhos, especialmente as funções exercidas na face, para detectar qualquer modificação de maneira precoce”, recomenda Nilse.
Os primeiros meses de vida são de extrema importância para que o processo de desenvolvimento facial progrida corretamente e tenha um resultado funcional e estético satisfatório ao atingir o seu ápice, ao final da adolescência. Nilse observa que o ato de sugar, que precede o de mastigar, ajuda a exercitar os músculos faciais. “A sucção é o primeiro estímulo ortopédico do crescimento facial do bebê. Ele tem início na vida intrauterina e é uma característica inata de qualquer criança. Se a sucção for realizada de modo incorreto, como em casos do uso prolongado de mamadeira, o rosto pode ser prejudicado”, ressalta.
O aleitamento artificial é apenas uma das causas de distúrbios funcionais e ortopédicos da face. Estes distúrbios provocam alterações no padrão de comportamento neuromuscular necessário para o ato de sugar e deglutir corretamente. “Mesmo que a mamadeira tenha a melhor concepção anatômica, há riscos de ocorrer danos ao rosto do bebê. Sugar o mamilo do seio materno gera uma ginástica facial benéfica, enquanto o bico da mamadeira não gera o esforço muscular na intensidade necessária para o desenvolvimento facial”, alerta Gerson.
Gerson aponta que atualmente é possível monitorar os distúrbios funcionais e ortopédicos que afetam o rosto por meio da Monitoração Ortopédica da Face Pediátrica (MOFP). O monitoramento é feito por meio de programas específicos ainda na primeira infância. “60% do que ocorre com a face depende da sua interação com o meio ambiente. Sob esta perspectiva, as terapias que monitoram o desenvolvimento facial integral são eficazes desde a tenra idade, possibilitando o afastamento ou neutralização dos fatores que são potencialmente nocivos ao processo de crescimento”, considera.
A MOFP é realizada por especialistas voltados ao monitoramento dos aspectos ortopédicos, respiratórios, miofuncionais e dentofaciais da face infantil. A MOFP é uma forma de prevenir e intervir precocemente sobre as alterações do rosto. “São realizadas consultas e avaliações periódicas. Conforme a necessidade são realizadas intervenções terapêuticas em momentos oportunos. Qualquer decisão clínico-terapêutica é feita com base no diagnóstico individual da criança e o enfoque é interdisciplinar”, acrescenta Nilse.


Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
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Comissão ajuda a prevenir acidentes e a garantir a integridade dos trabalhadores.

Ninguém está imune a sofrer um acidente ou a ficar doente, principalmente os trabalhadores. Por este motivo o Ministério do Trabalho exige a criação de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). O objetivo é prevenir acidentes e doenças provenientes do trabalho, identificar riscos e buscar soluções para evitar qualquer dano à saúde do trabalhador. “Os administradores de condomínios devem ficar atentos a legislação, pois a CIPA é obrigatória”, observa Bárbara Silva Freitas, responsável pela área financeira da PRIMAR Administradora de Bens.
Para os condomínios com menos de 51 empregados, o Ministério do Trabalho, conforme o disposto na norma regulamentadora 05 (NR-05), exige a designação de um funcionário para se responsabilizar pelas metas desta norma. “Se houver mais de 51 colaboradores, o condomínio é obrigado a constituir a comissão interna conforme prevê a NR-05. Ou seja, somente os condomínios que possuem um número reduzido de empregados, menor que 51, estão desobrigados a constituir a CIPA seguindo as formalidades previstas na norma”, explica.
O funcionário escolhido para cumprir as metas da NR-05 deve passar por um treinamento, de no mínimo 20 horas aula, promovido pelo empregador. O treinamento deverá ser feito anualmente, a fim de garantir que o designado seja capaz de atuar na prevenção de acidentes. “O cipeiro, como é chamado o empregado responsável pelo cumprimento dos objetivos da NR-05, também atua como um informante para os outros trabalhadores, já que dará orientações referentes ao assunto. O mandato do cipeiro tem a duração de um ano, sendo permitida uma reeleição”, esclarece.
Com relação à estabilidade do cipeiro no posto de trabalho, a Constituição Federal garante este direito somente aos representantes que foram eleitos pelos trabalhadores. Os representantes do empregador, que são designados por ele, não possuem direito a esta estabilidade provisória. “A função de cipeiro não pode ser desempenhada por pessoas que não trabalhem no condomínio. Mesmo funcionários da administradora condominial não podem ser designados para esta função”, destaca Bárbara, que também atua na área administrativa da PRIMAR.
Entre as atividades do cipeiro estão à elaboração do mapa de riscos – com a maior participação possível dos outros trabalhadores -, elaboração de um plano de trabalho que inclua ações preventivas para a solução de problemas, verificar os ambientes e condições de trabalho e avaliar as metas fixadas no plano de trabalho em cada reunião. “O cipeiro ainda deve participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias e colaborar para o desenvolvimento e implementação de programas referentes à segurança e a saúde no trabalho”, ressalta.
O empregador tem papel essencial para as atividades do cipeiro, já que deve proporcionar os meios necessários para o desempenho satisfatório de suas funções. O cipeiro deve ter tempo suficiente para realizar todas as tarefas listadas no plano de trabalho. “O auxílio de um técnico em segurança do trabalho pode ser de grande valia. O especialista poderá dar orientações aos membros da CIPA ou ao cipeiro para prevenir acidentes e preservar a saúde de todos os empregados”, recomenda.
A segurança e a saúde dos trabalhadores é essencial e a CIPA contribui para garantir este direito. Os condomínios residenciais e comerciais têm que ficar atentos à legislação e seguir todas as determinações do Ministério do Trabalho. “Se alguma das obrigatoriedades da NR-05 forem descumpridas o condomínio irá responder civilmente e receberá multas por meio da fiscalização do Ministério do Trabalho. Já o síndico pode ser responsabilizado civil e criminalmente, pois a integridade dos funcionários é colocada em risco sem a presença da CIPA ou do cipeiro”, acrescenta. 


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Contato com a natureza, alimentação saudável e terapias complementares trazem benefícios para o corpo e a mente.

O Rio de Janeiro é um dos destinos mais procurados pelos turistas no carnaval. De acordo com dados do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), mais de 70% dos leitos disponíveis estão reservados para o feriado. Mesmo com tanta badalação, tem gente que prefere paz e tranquilidade para beneficiar a saúde. “Há mais de 10 anos é promovido o Almaval, a festa da alma, um encontro realizado em uma pousada em Teresópolis, pertinho do Rio, que tem como objetivo aproveitar o feriado de carnaval para cuidar do corpo e da mente”, ressalta Eunice de Almeida, coordenadora do evento.
Em 2012 o Almaval será realizado de 17 a 22 de fevereiro  e o tema deste ano é “Mens Sana In Corpore Sano’. O contato com a natureza fica por conta das caminhadas, trilhas e banhos na cachoeira, situada nos arredores da pousada. “É um momento para repensar como estamos vivendo, olhar para dentro de nós mesmos e buscar a força interior que renova a energia para enfrentar as transformações que irão acontecer no decorrer do ano”, destaca Almeida, terapeuta e fundadora da escola de desenvolvimento pessoal Unindo Corações.
A terapeuta observa que o sucesso do evento reforça as estatísticas que apontam o crescimento na procura de terapias complementares. A inclusão de técnicas não convencionais na rede pública estimularam os pacientes a buscar outras formas de promover a saúde. “O bem estar e a saúde estão cada vez mais na lista de prioridades das pessoas. Aos poucos o álcool, o tabagismo, a alimentação inadequada e o sedentarismo estão sendo substituídos por hábitos saudáveis. No Almaval é possível dar início a um novo ciclo na vida, com a ajuda de terapeutas de diferentes linhas”, afirma.
Na equipe de profissionais que estarão à disposição dos participantes do evento há terapeutas com conhecimento em terapias orientais, Magnified Healing, programação neuro-linguística, fisioterapia, drenagem linfática, massagem relaxante, massagem ayurvédica, constelações familiares, yogaterapia, entre outros. “Também contamos com a presença do xamã e mestre Andino da tradição Quero Gustavo Vivanco, e da Alexia Soares, terapeuta da Unindo Corações que atua com cura quântica, limpeza e proteção de campo áurico, alinhamento e reativação da energia dos chacras, cristais, cromoterapia, aromaterapia e cura através do som”, aponta.
A programação do Almaval é pré-definida e todos os dias são realizadas diferentes atividades. Exercícios físicos, orientais e de cura das emoções, práticas de silêncio e meditação, técnicas de desintoxicação do organismo, danças sagradas e cerimonial de conexão com os anjos fazem parte do programa. “São realizadas ainda palestras sobre auto-conhecimento, melhoria na qualidade de vida e alimentação, banhos desintoxicantes, ritual de conexão com a mãe terra, cerimonial de alinhamento com os cinco elementos e ritual de limpeza com o elemento fogo”, acrescenta Almeida.
Os benefícios promovidos pelas atividades no Almaval ultrapassam as barreiras do corpo físico. A paz do ambiente, a mudança de rotina e os cuidados com a saúde – que incluem ainda uma alimentação diferenciada e vegetariana – ajudam a resgatar o ânimo e o estusiasmo, muitas vezes encobertos pelo estresse. “Independente da linha de pensamento ou do nível de consciência dos participantes todos se sentem incluídos, respeitados e acolhidos no grupo. Isto só é possível pelo uso da linguagem universal do amor”, enfatiza a terapeuta, que fundou a Escola de Reeducação Alimentar (ERA).
O pacote de cuidados inclui hospedagem, alimentação, transporte, atrações da pousada e a programação do evento. O valor do investimento varia conforme a escolha da hospedagem e o Almaval é aberto para todas as pessoas interessadas no desenvolvimento pessoal e planetário. Quem quiser pode incluir outras atrações no pacote, como massagem relaxante, drenagem linfática, massoterapia, trabalhos xamânicos de limpeza energética, constelação familiar individual e cura quântica com colchão de ametista. “A programação do Almaval é bem eclética, diversificada e opcional. Se alguém deseja descansar um pouco mais é livre para isso. Na parte da manhã terão exercícios de alongamento, yoga e práticas orientais de harmonização, silêncio e meditação, além do suco de clorofila. Após o desjejum, o tempo é livre para caminhadas, sauna e piscina”, finaliza.
Serviço: Almaval 2012
Data: 17 a 22 de fevereiro
Horário: Saída às 19 horas da Unindo Corações no dia 17 e retorno no dia 22, após o café da manhã.
Local: Pousada Ingá
Endereço: Rua Antônio Silva, 2.600 - Vargem Grande - Teresópolis – RJ
Inscrições e mais informações: (21) 2535-0349 / (21) 2246-0813 Endereço Eletrônico: www.unindocoracoes.com.br

Terapias complementares, rituais espirituais e alimentação saudável marcam o Almaval 2012.

O carnaval está chegando e boa parte dos brasileiros – e muitos estrangeiros - já garantiram o seu lugar na festa mais popular do país. Samba no pé, praia e diversão marcam o feriado prolongado, mas tem gente que busca sossego e descanso neste período. Que tal aproveitar a folga, passar alguns dias em uma pousada e ainda se sentir renovado para aguentar firme até o fim do ano? É o que propõe o Almaval – o carnaval da alma. “Este encontro acontece em Teresópolis há mais de 10 anos”, explica Eunice de Almeida, fundadora da escola de desenvolvimento pessoal Unindo Corações e da Escola de Reeducação Alimentar (ERA).
O principal objetivo do Almaval é reunir pessoas que querem aproveitar este tempo para cuidar do corpo, da mente e do espírito, perto da natureza. Por meio das práticas realizadas, normalmente ao ar livre, os participantes são estimulados a fortalecer a reconexão com sua força e potencial interior, resgatando a alegria, o ânimo e o entusiasmo para encarar um ano de grandes transformações. “Usando a linguagem universal do amor os participantes de todos os níveis de consciência ou de diferentes linhas de pensamento se sentem incluídos, respeitados e acolhidos, sentindo o apoio do grupo”, ressalta Almeida, que atua como terapeuta de constelações familiares e trabalha em grupos de cura há 20 anos.
A programação inclui palestras sobre auto-conhecimento, melhoria na qualidade de vida, alimentação, técnicas desintoxicação do organismo, práticas de silêncio e meditação, atividades físicas, exercícios orientais e exercícios de cura das emoções. “Todos participam de banhos desintoxicantes, ritual de conexão com a mãe terra, danças sagradas, ritual de limpeza com o elemento fogo, cerimonial de alinhamento com os cinco elementos e cerimonial de conexão com os anjos. Além do contato com a natureza em caminhadas, trilhas e banhos na cachoeira”, acrescenta Alexia Soares, terapeuta da Unindo Corações.
Soares, que atua com terapia de cura quântica, limpeza e proteção de campo áurico, alinhamento e reativação da energia dos chacras, cristais, cromoterapia, aromaterapia e cura através do som, observa que algumas atividades podem ser incluídas no pacote, conforme a necessidade do participante. “Entre as atividades opcionais estão os atendimentos individuais com hora marcada, como a massoterapia, drenagem linfática, constelação familiar individual, cura quântica com colchão de ametista e rejuvenescimento, trabalhos xamânicos de limpeza energética e leitura divinatória andina”, destaca.
Vários terapeutas, de diferentes linhas, serão os responsáveis pela programação. O grupo é composto por Eunice de Almeida, Alexia Soares, Marcia Delpech (praticante de terapias orientais), Maria José Costa (iniciada em Magnified Healing e estudiosa da programação neuro-linguística), Gustavo Vivanco (Xamã e mestre Andino da tradição Quero), Bárbara da Rocha Costa (fisioterapeuta e especialista em drenagem linfática, pilates, acupuntura, moxabustão e massagem relaxante) e Elon Corrêa Rosa (fisioterapeuta e especialista em drenagem linfática, treinamento funcional, massagem relaxante e tape funcional).
Os participantes ficarão hospedados na Pousada Sítio do Ingá, em Teresópolis (RJ), em casas espalhadas pela mata. Para quem busca paz e a tranquilidade é o local perfeito, com córregos de água entre os chalés e muito silêncio. A pousada é cercada por montanhas e o cardápio oferecido segue uma linha vegetariana e saudável, o que contribui para a reeducação alimentar. “Estamos em um momento planetário especial e por meio das buscas espirituais somos capazes de reconhecer e nos conectar com a poderosa força da unidade, independentemente da cultura, filosofia ou religião dos presentes”, afirma Almeida.
O Almaval 2012 será realizado de 17 a 22 de fevereiro e o pacote inclui hospedagem, refeições, todas as atividades previstas na programação – com exceção das opcionais -, atrações da pousada e transporte. Um micro-ônibus levará os participantes até o local, sendo que a saída e a chegada serão na sede da Unindo Corações. “O valor do investimento varia conforme a escolha da hospedagem. Será um encontro inesquecível, um momento de integração de pessoas de boa vontade e com interesse no desenvolvimento pessoal e planetário. O evento é aberto para cientistas, terapeutas holísticos, curadores, representantes de tradições religiosas e o público em geral”, enfatiza Almeida.

Serviço: Almaval 2012
Data: 17 a 22 de fevereiro
Horário: Saída às 19 horas da Unindo Corações no dia 17 e retorno no dia 22, após o café da manhã.
Local: Pousada Ingá
Endereço: Rua Antônio Silva, 2.600 - Vargem Grande - Teresópolis – RJ
Inscrições e mais informações: (21) 2535-0349(21) 2246-0813 
Endereço Eletrônico: http://almaval.blogspot.com/


Economia de dinheiro e menos desperdício do recurso natural são alguns dos benefícios da cobrança individualizada.



Segundo dados da Organização das Nações Unidades, uma pessoa necessita de 110 litros de água por dia, ou 3,3 m³ mensais, para suprir suas necessidades de consumo e higiene. No Brasil o consumo é excessivo – pode chegar a 200 litros por dia -, o que afeta o bolso e prejudica o meio ambiente. “É preciso preservar os recursos naturais. A água é um bem que se torna impróprio rapidamente por causa da poluição, sem chance de recuperação total”, observa Carlos Samuel Silva Freitas, diretor comercial e de locações da PRIMAR Administradora de Bens.
Para evitar o desperdício e minimizar o gasto de água, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) propôs o projeto de lei do senado PLS179/06. O documento prevê que a cobrança das tarifas de água e esgoto sanitário em condomínios seja feita obrigatoriamente por unidade individual. O projeto também proíbe a inclusão de tarifas de serviços públicos prestados a unidades autônomas nas despesas do condomínio. “Com estas mudanças os condôminos irão gastar menos dinheiro e economizarão água. Em várias cidades do país já existem leis semelhantes”, ressalta.
No Rio, a lei nº 3915, que obrigava a empresa responsável pela captação, tratamento e distribuição de água a instalar o aparelho individual nas unidades do condomínio, foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A lei abrangia todo o estado do Rio de Janeiro e previa ainda que se não fosse possível fazer a instalação dos medidores individuais, a cobrança dos condôminos inadimplentes seria de responsabilidade da concessionária. “A legislação vedava a chamada cobrança por estimativa, que normalmente é utilizada quando não é possível ter acesso ao medidor, mas o STF declarou a sua inconstitucionalidade em abril de 2011”, explica.

Medidores individuais trazem benefícios
Pesquisas apontam que os medidores individuais reduzem em até 25% o consumo de água. Outro benefício é a equidade na cobrança, pois com o aparelho é possível saber exatamente a quantidade do recurso hídrico utilizada em cada apartamento. “Sem a medição individual um casal sem filhos pagaria a mesma taxa de água do que uma família com cinco pessoas, por exemplo. Isto acontece porque o montante é dividido entre os moradores, sem levar em consideração o número de pessoas em cada unidade e as diferenças no consumo”, aponta.
As vantagens da instalação de medidores individuais nos condomínios superam os aspectos financeiros. A consciência ambiental também é fortalecida, já que a conta mostra os metros cúbicos consumidos em cada mês. “Infelizmente em muitos casos é preciso mexer no bolso para mudar algumas realidades, como acontece com o trânsito. A prudência aumentou com a aplicação de multas. Com a conta individual os moradores passam a analisar se o gasto com água está de acordo com as suas necessidades ou se está havendo desperdícios”, enfatiza.
Problemas relacionados à parte hidráulica podem ser solucionados com mais rapidez quando a água é cobrada de maneira individual. Danos no encanamento, torneiras que vazam ou descargas que não param podem ser identificados com o aumento no valor da conta. “As edificações mais antigas tem que buscar soluções para se adaptar a nova realidade. A maioria das novas construções já possui a tubulação preparada para receber os medidores e alguns entregam as unidades com os hidrômetros instalados, facilitando o cumprimento da lei”, afirma.
A instalação dos hidrômetros individuais deve ser aprovada em assembléia por pelo menos metade dos moradores do condomínio, em uma reunião específica para discutir o assunto. O síndico pode contribuir com a reunião, mostrando os benefícios da economia de água para a natureza e para o bolso de cada um. “Existem várias empresas que executam este tipo de serviço. É fundamental fazer uma pesquisa de preços e comparar os valores cobrados. Assim o gestor condominial assegura o menor custo possível na adaptação do edifício aos medidores”, acrescenta Freitas.



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Estabelecimento de metas e foco nos objetivos contribui para a perda e a manutenção do peso.
O ponteiro da balança dos brasileiros não para de subir. A obesidade, considerada uma epidemia mundial e um dos piores problemas de saúde pública do mundo, atinge 13,9% da polulação. O dado é da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O estudo ainda revela que 46,6% das pessoas estão com sobrepeso. “É difícil emagrecer e muitos desistem no meio do caminho”, afirma o coach profissional Marco Aurélio Nirlepa.
Comprar uma roupa, ir a uma entrevista de empregou ou simplesmente sair de casa é um sacrifício para quem não consegue se olhar no espelho. As gordurinhas que sobram não complicam apenas o fechamento da calça, mas dificultam vários aspectos da vida. “As piadas de mau gosto ferem e aumentam ainda mais o complexo. Todos os dias alguém começa uma nova dieta, mas normalmente desiste no primeiro aperto de fome ou vontade de atacar a geladeira. Para emagrecer é preciso foco e persistência”, ressalta.
Nirlepa explica que mesmo quem busca ajuda de médicos, como endocrinologistas e nutricionistas, tem dificuldades para vencer a batalha contra o peso. Os tratamentos médicos convencionais desanimam muitos pacientes, cansados das estratégias duras e repetitivas. “São muitas dificuldades e cada pessoa possui a sua experiência, histórias únicas, que merecem ser tratadas com as suas singularidades”, destaca Nirlepa, professor universitário, Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL), analista DISC e terapeuta.
Para auxiliar quem sofre com o excesso de peso e não consegue emagrecer, Nirlepa atua com o coaching de emagrecimento. Este método vai além das dietas, exercícios ou medicamentos. São ferramentas úteis para gerenciar os objetivos de vida. “O coach é um treinador que adapta seus conhecimentos a diversas áreas da vida, como a saúde, e ensina seus clientes a superar as dificuldades e atingir as metas estabelecidas. A perda e a manutenção do peso é uma meta e para atingí-la é fundamental ter comprometimento e moticação”, enfatiza.
O coaching de emagrecimento atua nas emoções, na auto-estima, propõe estratégias mentais, lida com as crenças, as compulsões e as mudanças de hábitos e comportamentos. As orientações do coach contribuem para dar um salto na qualidade de vida. “O ideal é que o coaching seja realizado em parceria com outros profissionais. A integração de conhecimentos traz mais benefícios aos pacientes. O coach identifica as necessidades do indivíduo e analisa as barreiras que impedem o sucesso no emagrecimento. A partir disso são traçados caminhos mais assertivos para serem seguidos”, explica.
Nirlepa, fundador do Centie-Coaching, esclarece que o processo de coaching desenvolve competências, motivações e estratégias para conquistar as metas. Mesmo com foco na perda de peso, no caso do coaching de emagrecimento, a abordagem atinge outras áreas da vida. “Relacionamentos, trabalho, aspectos financeiros, lazer, família e outras questões podem influenciar no emagrecimento, na manutenção do peso e na persistência para chegar ao objetivo. Com o desenvolvimento pessoal, promovido pelo coaching, a pessoa é capaz de tomar as rédeas de sua vida”, aponta.
As sessões de coaching são individuais e normalmente duram uma hora e meia. O número de sessões depende de cada caso, mas em média 10 sessões são suficientes para obter resultados satisfatórios. “A vantagem de aliar o coaching aos tratamentos convencionais para o emagrecimento é rapidez na melhora da qualidade de vida. O coaching pode ser aplicada em crianças, adolescentes, jovens e adultos. Com o personal coach o cliente compreende o presente e define o seu futuro”, acrescenta Nirlepa, enfermeiro, especialista em Acupuntura, Reiki Master, Hipnose Clínica Ericksoniana e coach há quase 10 anos.
Serviço: Marco Aurélio Nirlepa
Coach
Fone: 21 4103-5951.93624615

Distúrbio do processamento auditivo central (DPAC) afeta o sistema nervoso central. Reabilitação possibilita vida normal aos pacientes.

Um filho que tira boas notas na escola é motivo de orgulho para qualquer pai ou mãe. O bom desempenho depende de vários fatores, como a motivação e habilidade do aluno. Mas o que fazer quando a criança apresenta dificuldades de leitura, escrita, compreensão de textos, problemas de memória e não consegue acompanhar as aulas? Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista, explica que estes são alguns sintomas do distúrbio do processamento auditivo central (DPAC). “O DPAC afeta a capacidade de entendimento dos indivíduos”, afirma.
Quem sofre com o DPAC ouve, mas não consegue interpretar os sons. Outros indícios do distúrbio no indivíduo são dificuldades para manter atenção aos sons, é preciso ser chamado várias vezes para responder, não entende ideias abstratas, piadas ou expressões de duplo sentido, pede para repetir as informações com frequência e tem problemas de fala. “A pessoa também não consegue acompanhar uma conversa com outras pessoas falando ao mesmo tempo e tem dificuldades para localizar a origem dos sons. É comum a troca de letras, como L, R, E, S e CH”, ressalta.
Os indivíduos com DPAC não possuem problemas no ouvido e sim no sistema nervoso central. O transtorno afeta o processamento dos estímulos sonoros, que além de não ser feito corretamente é mais lento do que o normal. Sem a decodificação perfeita, os sons tornam-se ruídos incompreensíveis. “O processamento auditivo pode ser definido como o processo de decodificação das ondas sonoras, que tem início na orelha externa e termina no córtex cerebral. É a capacidade de analisar, interpretar e associar as informações sonoras”, destaca.
O principal obstáculo é identificar o DPAC - muitas vezes o paciente é diagnosticado com outras patologias e é submetido a tratamentos ineficazes. A demora no diagnóstico correto e a concomitância de outros distúrbios, como a dislexia e o déficit de atenção (TDAH), contribuem para a baixa auto-estima da criança. “Não existe um consenso sobre as causas do DPAC. Permanência em UTI-Neonatal por tempo superior a 48 horas, fatores genéticos, otites nos três primeiros meses de vida, e experiências auditivas insuficientes durante a primeira infância podem ser associadas ao distúrbio”, esclarece.
Outras hipóteses afirmam que o DPAC é desencadeado por lesões nas vias de condução dos sons, doenças neurodegenerativas, dependência química e alcoolismo materna, rubéola, sífilis, toxoplasmose. Nenhuma destas suspeitas foram comprovadas cientificamente. “Para diagnosticar o DPAC é preciso fazer testes especiais, exames que avaliam a audição central, o cérebro, a mente e o processamento dos sons e uma entrevista detalhada com o paciente, que ajuda a determinar as melhores estratégias para a reabilitação”, observa.
A especialista enfatiza que ainda não há cura para o DPAC, mas é possível ‘ensinar’ o cérebro a responder a novos estímulos. Isto é possível graças à neuroplasticidade – capacidade para se moldar a uma nova realidade. “É fundamental que o tratamento seja interdisciplinar, com a atuação de otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, neuropediatras, psicopedagogos e neuropsicólogos. A reabilitação proporciona melhora na qualidade de vida e um cotidiano normal para os estudantes”, evidencia Rita, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Com o tratamento, o paciente aprende a desenvolver outros mecanismos e caminhos diferentes para superar o distúrbio. Não há um tempo exato de reabilitação, tudo depende da gravidade do DPAC. O suporte da família e da escola é imprescindível para a melhora do quadro. “O aluno que tem o problema deve sentar na primeira carteira e o professor deve ser orientado a falar devagar e olhando para o estudante, assim a criança não fica dispersa”, acrescenta a médica, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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Conflitos de informações entre o ouvido e o cérebro pode causar o sintoma. Tratamento depende da causa e é interdisciplinar.

O ouvido e o cérebro possuem uma relação íntima – os estímulos enviados pelo primeiro permitem que o segundo interprete os sons do ambiente, a fala e os ruídos do dia a dia. A otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães aponta que o ouvido possui três partes: o ouvido externo, o médio e o interno. “O externo inclui o pavilhão auricular, que tem a forma de um concha, e o conduto auditivo externo, uma espécie de canal que liga o pavilhão ao tímpano. O pavilhão protege o órgão do vento e da poeira e capta os sons”, explica.
O canal auditivo possui uma parede óssea e é revestido por uma mucosa na parte mais externa, onde ficam localizadas as glândulas secretoras do cerume, aquela cera que faz a limpeza dos ouvidos. No ouvido médio encontra-se o tímpano, que amplifica as ondas do som, e esta porção está ligada ao nariz e a garganta pela tuba auditiva ou também conhecida por trompa de Eustáquio, o que garante o equilíbrio da pressão dentro do ouvido. “O martelo, a bigorna e o estribo são ossículos móveis que cruzam o ouvido médio e são responsáveis pela propagação das vibrações causadas pelas ondas sonoras”, afirma.
Já no ouvido interno encontram-se a cóclea, o vestíbulo e três canais semicirculares, nos quais circulam um fluído gelatinoso, chamado de
endolinfa. Nesta parte interna há órgãos da audição e também do equilíbrio corporal. “Para que um som seja percebido ocorre um processo que tem início no ouvido e que é finalizado no cérebro. As ondas sonoras são transmitidas pelo canal auditivo externo e o tímpano produz as vibrações. Os ossículos do ouvido médio amplificam e levam as vibrações até a endolinfa, que se movimenta por meio da vibração da cóclea e leva os estímulos às células auditivas”, destaca.
Os sinais que chegam as células auditivas são divididos de acordo com a sua vibração. Os sons baixos ou graves vibram a porção basal da cíclea, os de intensidade média vibram a porção média e os ruídos altos ou agudos vibram a porção apical da cóclea. Os impulsos elétricos são transmitidos para o nervo auditivo, que transporta as informações ao cérebro. “Cada impulso nervoso é reconhecido pelo cérebro conforme a sua frequência. O ouvido humano é capaz de perceber sons com vibrações acima de 16 mil ciclos por segundo e abaixo de 25 mil. A área dos sons da fala compreende os sons entre 500 e 6 mil.  Os denominados ultra-sons e infra-sons ultrapassam estes limites e não são ouvidos”, observa.

Conflito de informações provoca o zumbido
Rita ressalta que se houver um distúrbio nas funções auditivas o indivíduo pode passar a ouvir sons que não foram produzidos por fontes externas, ou seja, ruídos que são provenientes de dentro da cabeça ou dos ouvidos. O zumbido, também denominado tinnitus ou tinido, atinge 17% da população mundial, principalmente os idosos, e possui mais de 200 causas. “O zumbido é um sintoma e não uma doença. A perda de audição é a causa mais comum, mas o problema pode surgir devido a doenças no ouvido, alterações metabólicas, problemas cardiovasculares, questões odontológicas, medicamentos e maus hábitos de vida”, evidencia.
A especialista enfatiza que o zumbido jamais vai causar surdez, mas a surdez pode sim causar este sintoma. O grau de incômodo do zumbido varia de um indivíduo para o outro. Cerca de 80% dos pacientes não sentem incômodos e 20% têm repercussões no cotidiano, como dificuldades para dormir e para se concentrar. “O tratamento depende da causa, sendo que mais de um fator pode ser responsável pelo zumbido na mesma pessoa. Em alguns casos em que não seja possível eliminar completamente o ruído, podemos minimizar a sua percepção e melhorar a qualidade de vida do paciente”, acrescenta.
Saber mais sobre o zumbido é fundamental para a melhora do paciente, por isso é importante conversar com especialistas no assunto e participar de grupos de ajuda. Rita é coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba), antigo GAPZ, e declara que as palestras e a troca de experiências tranquiliza quem sofre com o problema. “Os profissionais que participam do GIPZ Curitiba trazem informações atualizadas sobre o zumbido e esclarecem todas as dúvidas dos participantes. As reuniões acontecem de março a dezembro, na primeira sexta-feira do mês”, informa.
Além da otorrinolaringologista Rita, o GIPZ é formado pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, a fisioterapeuta Vivian Domit Pasqualin, a fonoaudióloga Izabella de Macedo e a psicóloga Lesle Maciel. A primeira reunião do GIPZ será no dia 02 de março de 2012, às 14 horas, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. A palestra terá o tema “O que é zumbido e seus graus de incômodo”. Quem quiser participar pode agendar a sua presença pelo telefone (41) 3225-1665. A entrada é livre e são aceitas doações de produtos de higiene pessoal.

Serviço: Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba)
Próximo encontro: 02 de março de 2012
Tema: O que é zumbido e seus graus de incômodo
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GIPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665
Entrada livre

Caixas de som potentes e trios elétricos podem lesionar os ouvidos e causar zumbido e surdez.

A festa mais popular do Brasil – e o feriado mais esperado do ano – está chegando. No carnaval a ordem é viajar, se divertir e dançar muito nas baladas, nas ruas com os trios elétricos e nos shows. O problema é a altura do som transmitido pelas caixas de som, que sempre são elevados e superam o limite máximo de ruído recomendável para a audição. “Os ouvidos são sensíveis aos sons e o excesso de barulho, tanto na intensidade quanto no tempo exposição, podem causar lesões irreversíveis no órgão”, explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ouvido humano suporta sons até 85 decibéis (dB), mas a aparelhagem de som utilizada no carnaval pode produzir sons acima de 120 dB. “As consequências podem surgir logo após o término da exposição ao ruído. Os sintomas são sensação de pressão nos ouvidos, zumbido, dificuldades de compreender a fala por causa do rebaixamento auditivo e desconforto com sons intensos”, explica a especialista, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O ruído de um trio elétrico é superior ao barulho de um avião ao decolar, som ao qual uma pessoa não pode ficar exposta por mais de sete minutos por dia. Mesmo que os sintomas apresentados logo após a exposição desapareçam, as células auditivas ficam lesionadas e os efeitos irão aparecer com o passar do tempo. “Os danos à orelha interna são irreversíveis e se ocorrer a morte das células da região a audição fica prejudicada permanentemente, já que o organismo não consegue produzir novas células saudáveis”, esclarece Rita, que também atua como otoneurologista.
Dados da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBOL) apontam para um aumento nos casos de zumbido, perdas auditivas e surdez na época do carnaval. A poluição sonora ainda pode causar distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, aumento da pressão arterial, úlceras e gastrites. “O ruído sem controle é muito nocivo para a saúde, pois a audição é fundamental na interação do indivíduo com as outras pessoas e com o meio ambiente”, observa a médica, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.
E não é só os trios elétricos que podem prejudicar a audição. Os foliões, músicos e dançarinos estão expostos a vários riscos nas quadras de escolas de samba, clubes e outros locais fechados. Para aproveitar a festa sem preocupação é preciso tomar alguns cuidados que ajudam a preservar a audição. “O ideal é ficar a no mínimo 10 metros das caixas de som e utilizar protetores auriculares, que auxiliam a minimizar o impacto do barulho nos ouvidos. Mesmo quem trabalha no carnaval deve se proteger e as crianças necessitam de cuidados redobrados”, ressalta.
Com o protetor auricular é possível ouvir a música em um volume aceitável, mas mesmo assim o tempo de exposição deve ser observado. No nível máximo recomendado, 85 dB, o indivíduo deve ficar exposto no máximo por oito horas, sendo necessário uma longa pausa para o descanso dos ouvidos. “Nesta altura dá para ouvir a voz de uma pessoa que está próxima. É essencial que as pessoas tenham em mente que quanto mais forte for o som, menor deve ser o tempo de exposição”, destaca Rita, coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba, o GIPZ Curitiba.
Segundo Rita, existem vários tipos de protetores auriculares disponíveis no mercado. Os protetores intra-auriculares, que são colocados dentro do canal auditivo externo, podem ser de espuma ou de silicone, com filtros de oitava específicos para músicos. A médica lembra que é importante verificar a proteção oferecida por cada produto. “No caso de haver perda auditiva e zumbido é preciso buscar ajuda médica. Atualmente existem vários tratamentos para o zumbido, como o Neuromonics, uma nova estratégia utilizada na terapia sonora. O método tira o foco de atenção do zumbido, induz o relaxamento nos momentos de maior incômodo e o paciente sente que tem controle sobre o ruído”, acrescenta.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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Não ler, sentar próximo as janelas e olhar para o horizonte são recomendações para evitar os sintomas da cinetose.

Viajar de carro, ônibus, avião ou barco pode ser excitante para algumas pessoas – ou dar enjoo em outras. As náuseas causadas pelo movimento atingem mais de 70% das crianças com idade superior a dois anos, mas também pode se manifestar em adultos, principalmente nas mulheres e é mais frequente no período menstrual e na gravidez. “A náusea e o enjoo podem sinalizar a presença da cinetose. A doença pode surgir quando a pessoa está em qualquer meio de transporte em movimento”, explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
Também conhecida como a doença ou mal do movimento, a cinetose é uma labirintopatia que está relacionada à enxaqueca na fase adulta. Os sintomas surgem quando o corpo está parado e o ambiente está se movimentando ou o inverso. Isto gera um conflito de informações no sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio corporal. “Quando a cinetose é percebida na infância e na adolescência há mais riscos de haver crises de enxaqueca quando o indivíduo ficar mais velho. A cinetose tem a tendência de desaparecer com o tempo, sendo que os idosos são os que menos sofrem com o problema”, ressalta.
Sudorese, vertigem, visão fora do foco, palidez, sonolência, dores de cabeça, fadiga, perda do equilíbrio e da noção de profundidade e dificuldades para ler e assistir televisão são outros sintomas relacionados a esta patologia. Segundo Rita, as crises podem ser desencadeadas em atividades que exijam movimento ou por filmes, jogos e programas televisivos que tenham excesso de cores brilhantes, alterações de foco e movimentos, como os jogos eletrônicos de terceira dimensão. “A movimentação provoca estímulos exagerados no labirinto, causando os sintomas”, observa.
Os indícios da cinetose podem surgir durante a atividade que desencadeou o problema ou algumas horas depois, sendo que a sua continuidade pode intensificar os sintomas. Rita aponta que o equilíbrio depende da interação entre os sistemas visual, vestibular e proprioceptivo. Se houver alguma alteração nestes sistemas o distúrbio do movimento aparece. “Com a movimentação da cabeça o líquido que preenche o vestíbulo se desloca, causando o desvio dos cílios do órgão e gerando impulsos elétricos que são enviados até o cérebro. O conflito das informações vestibulares, visuais e dos sensores de movimento dos músculos e articulações provoca os sintomas da cinetose”, destaca a médica.
O diagnóstico deve ser feito por um otorrinolaringologista e o ideal é que a ajuda médica seja procurada assim que ocorrer a primeira crise. O tratamento é feito com base na prevenção dos sintomas e em exercícios de terapia de reabilitação vestibular. “A vídeonistagmografia é um sistema de análise computadorizada do nistagmo através de vídeo e que ajuda a diagnosticar a cinetose. O exame é rápido, os cálculos são feitos automaticamente e é possível identificar sinais de disfunção vestibular periférica ou central e determinar o lado da lesão”, acrescenta.
Rita ainda cita algumas atitudes e comportamentos que contribuem na prevenção do distúrbio. Sentar sempre próximo as janelas, mantê-las abertas, olhar para lugares distantes da paisagem, não comer alimentos pesados antes de viajar, não sentar em bancos traseiros ou de costas para frente do veículo e evitar a prática de atividades físicas em esteiras ou bicicletas ergométricas são as recomendações mais comuns. “Também é fundamental evitar ficar olhando para os lados durante o movimento e não ler e nem usar aparelhos eletrônicos”, orienta a especialista.
A alimentação é essencial para não passar mal durante as viagens. Não é recomendado ficar em jejum e as refeições devem ser feitas de três em três horas. Doces, café, bebidas gasosas e  alcoólicas e alimentos gordurosos devem ser evitados. “A ingestão de água ajuda a hidratar o corpo, mantendo suas funções equilibradas. Cheiros fortes aumentam as chances de enjoo, por isso é melhor ficar longe de motores, escapamentos, fumantes e não usar perfumes fortes”, finaliza Rita, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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