Economia de dinheiro e menos desperdício do recurso natural são alguns dos benefícios da cobrança individualizada.



Segundo dados da Organização das Nações Unidades, uma pessoa necessita de 110 litros de água por dia, ou 3,3 m³ mensais, para suprir suas necessidades de consumo e higiene. No Brasil o consumo é excessivo – pode chegar a 200 litros por dia -, o que afeta o bolso e prejudica o meio ambiente. “É preciso preservar os recursos naturais. A água é um bem que se torna impróprio rapidamente por causa da poluição, sem chance de recuperação total”, observa Carlos Samuel Silva Freitas, diretor comercial e de locações da PRIMAR Administradora de Bens.
Para evitar o desperdício e minimizar o gasto de água, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) propôs o projeto de lei do senado PLS179/06. O documento prevê que a cobrança das tarifas de água e esgoto sanitário em condomínios seja feita obrigatoriamente por unidade individual. O projeto também proíbe a inclusão de tarifas de serviços públicos prestados a unidades autônomas nas despesas do condomínio. “Com estas mudanças os condôminos irão gastar menos dinheiro e economizarão água. Em várias cidades do país já existem leis semelhantes”, ressalta.
No Rio, a lei nº 3915, que obrigava a empresa responsável pela captação, tratamento e distribuição de água a instalar o aparelho individual nas unidades do condomínio, foi revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A lei abrangia todo o estado do Rio de Janeiro e previa ainda que se não fosse possível fazer a instalação dos medidores individuais, a cobrança dos condôminos inadimplentes seria de responsabilidade da concessionária. “A legislação vedava a chamada cobrança por estimativa, que normalmente é utilizada quando não é possível ter acesso ao medidor, mas o STF declarou a sua inconstitucionalidade em abril de 2011”, explica.

Medidores individuais trazem benefícios
Pesquisas apontam que os medidores individuais reduzem em até 25% o consumo de água. Outro benefício é a equidade na cobrança, pois com o aparelho é possível saber exatamente a quantidade do recurso hídrico utilizada em cada apartamento. “Sem a medição individual um casal sem filhos pagaria a mesma taxa de água do que uma família com cinco pessoas, por exemplo. Isto acontece porque o montante é dividido entre os moradores, sem levar em consideração o número de pessoas em cada unidade e as diferenças no consumo”, aponta.
As vantagens da instalação de medidores individuais nos condomínios superam os aspectos financeiros. A consciência ambiental também é fortalecida, já que a conta mostra os metros cúbicos consumidos em cada mês. “Infelizmente em muitos casos é preciso mexer no bolso para mudar algumas realidades, como acontece com o trânsito. A prudência aumentou com a aplicação de multas. Com a conta individual os moradores passam a analisar se o gasto com água está de acordo com as suas necessidades ou se está havendo desperdícios”, enfatiza.
Problemas relacionados à parte hidráulica podem ser solucionados com mais rapidez quando a água é cobrada de maneira individual. Danos no encanamento, torneiras que vazam ou descargas que não param podem ser identificados com o aumento no valor da conta. “As edificações mais antigas tem que buscar soluções para se adaptar a nova realidade. A maioria das novas construções já possui a tubulação preparada para receber os medidores e alguns entregam as unidades com os hidrômetros instalados, facilitando o cumprimento da lei”, afirma.
A instalação dos hidrômetros individuais deve ser aprovada em assembléia por pelo menos metade dos moradores do condomínio, em uma reunião específica para discutir o assunto. O síndico pode contribuir com a reunião, mostrando os benefícios da economia de água para a natureza e para o bolso de cada um. “Existem várias empresas que executam este tipo de serviço. É fundamental fazer uma pesquisa de preços e comparar os valores cobrados. Assim o gestor condominial assegura o menor custo possível na adaptação do edifício aos medidores”, acrescenta Freitas.



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Estabelecimento de metas e foco nos objetivos contribui para a perda e a manutenção do peso.
O ponteiro da balança dos brasileiros não para de subir. A obesidade, considerada uma epidemia mundial e um dos piores problemas de saúde pública do mundo, atinge 13,9% da polulação. O dado é da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). O estudo ainda revela que 46,6% das pessoas estão com sobrepeso. “É difícil emagrecer e muitos desistem no meio do caminho”, afirma o coach profissional Marco Aurélio Nirlepa.
Comprar uma roupa, ir a uma entrevista de empregou ou simplesmente sair de casa é um sacrifício para quem não consegue se olhar no espelho. As gordurinhas que sobram não complicam apenas o fechamento da calça, mas dificultam vários aspectos da vida. “As piadas de mau gosto ferem e aumentam ainda mais o complexo. Todos os dias alguém começa uma nova dieta, mas normalmente desiste no primeiro aperto de fome ou vontade de atacar a geladeira. Para emagrecer é preciso foco e persistência”, ressalta.
Nirlepa explica que mesmo quem busca ajuda de médicos, como endocrinologistas e nutricionistas, tem dificuldades para vencer a batalha contra o peso. Os tratamentos médicos convencionais desanimam muitos pacientes, cansados das estratégias duras e repetitivas. “São muitas dificuldades e cada pessoa possui a sua experiência, histórias únicas, que merecem ser tratadas com as suas singularidades”, destaca Nirlepa, professor universitário, Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL), analista DISC e terapeuta.
Para auxiliar quem sofre com o excesso de peso e não consegue emagrecer, Nirlepa atua com o coaching de emagrecimento. Este método vai além das dietas, exercícios ou medicamentos. São ferramentas úteis para gerenciar os objetivos de vida. “O coach é um treinador que adapta seus conhecimentos a diversas áreas da vida, como a saúde, e ensina seus clientes a superar as dificuldades e atingir as metas estabelecidas. A perda e a manutenção do peso é uma meta e para atingí-la é fundamental ter comprometimento e moticação”, enfatiza.
O coaching de emagrecimento atua nas emoções, na auto-estima, propõe estratégias mentais, lida com as crenças, as compulsões e as mudanças de hábitos e comportamentos. As orientações do coach contribuem para dar um salto na qualidade de vida. “O ideal é que o coaching seja realizado em parceria com outros profissionais. A integração de conhecimentos traz mais benefícios aos pacientes. O coach identifica as necessidades do indivíduo e analisa as barreiras que impedem o sucesso no emagrecimento. A partir disso são traçados caminhos mais assertivos para serem seguidos”, explica.
Nirlepa, fundador do Centie-Coaching, esclarece que o processo de coaching desenvolve competências, motivações e estratégias para conquistar as metas. Mesmo com foco na perda de peso, no caso do coaching de emagrecimento, a abordagem atinge outras áreas da vida. “Relacionamentos, trabalho, aspectos financeiros, lazer, família e outras questões podem influenciar no emagrecimento, na manutenção do peso e na persistência para chegar ao objetivo. Com o desenvolvimento pessoal, promovido pelo coaching, a pessoa é capaz de tomar as rédeas de sua vida”, aponta.
As sessões de coaching são individuais e normalmente duram uma hora e meia. O número de sessões depende de cada caso, mas em média 10 sessões são suficientes para obter resultados satisfatórios. “A vantagem de aliar o coaching aos tratamentos convencionais para o emagrecimento é rapidez na melhora da qualidade de vida. O coaching pode ser aplicada em crianças, adolescentes, jovens e adultos. Com o personal coach o cliente compreende o presente e define o seu futuro”, acrescenta Nirlepa, enfermeiro, especialista em Acupuntura, Reiki Master, Hipnose Clínica Ericksoniana e coach há quase 10 anos.
Serviço: Marco Aurélio Nirlepa
Coach
Fone: 21 4103-5951.93624615

Distúrbio do processamento auditivo central (DPAC) afeta o sistema nervoso central. Reabilitação possibilita vida normal aos pacientes.

Um filho que tira boas notas na escola é motivo de orgulho para qualquer pai ou mãe. O bom desempenho depende de vários fatores, como a motivação e habilidade do aluno. Mas o que fazer quando a criança apresenta dificuldades de leitura, escrita, compreensão de textos, problemas de memória e não consegue acompanhar as aulas? Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista, explica que estes são alguns sintomas do distúrbio do processamento auditivo central (DPAC). “O DPAC afeta a capacidade de entendimento dos indivíduos”, afirma.
Quem sofre com o DPAC ouve, mas não consegue interpretar os sons. Outros indícios do distúrbio no indivíduo são dificuldades para manter atenção aos sons, é preciso ser chamado várias vezes para responder, não entende ideias abstratas, piadas ou expressões de duplo sentido, pede para repetir as informações com frequência e tem problemas de fala. “A pessoa também não consegue acompanhar uma conversa com outras pessoas falando ao mesmo tempo e tem dificuldades para localizar a origem dos sons. É comum a troca de letras, como L, R, E, S e CH”, ressalta.
Os indivíduos com DPAC não possuem problemas no ouvido e sim no sistema nervoso central. O transtorno afeta o processamento dos estímulos sonoros, que além de não ser feito corretamente é mais lento do que o normal. Sem a decodificação perfeita, os sons tornam-se ruídos incompreensíveis. “O processamento auditivo pode ser definido como o processo de decodificação das ondas sonoras, que tem início na orelha externa e termina no córtex cerebral. É a capacidade de analisar, interpretar e associar as informações sonoras”, destaca.
O principal obstáculo é identificar o DPAC - muitas vezes o paciente é diagnosticado com outras patologias e é submetido a tratamentos ineficazes. A demora no diagnóstico correto e a concomitância de outros distúrbios, como a dislexia e o déficit de atenção (TDAH), contribuem para a baixa auto-estima da criança. “Não existe um consenso sobre as causas do DPAC. Permanência em UTI-Neonatal por tempo superior a 48 horas, fatores genéticos, otites nos três primeiros meses de vida, e experiências auditivas insuficientes durante a primeira infância podem ser associadas ao distúrbio”, esclarece.
Outras hipóteses afirmam que o DPAC é desencadeado por lesões nas vias de condução dos sons, doenças neurodegenerativas, dependência química e alcoolismo materna, rubéola, sífilis, toxoplasmose. Nenhuma destas suspeitas foram comprovadas cientificamente. “Para diagnosticar o DPAC é preciso fazer testes especiais, exames que avaliam a audição central, o cérebro, a mente e o processamento dos sons e uma entrevista detalhada com o paciente, que ajuda a determinar as melhores estratégias para a reabilitação”, observa.
A especialista enfatiza que ainda não há cura para o DPAC, mas é possível ‘ensinar’ o cérebro a responder a novos estímulos. Isto é possível graças à neuroplasticidade – capacidade para se moldar a uma nova realidade. “É fundamental que o tratamento seja interdisciplinar, com a atuação de otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, neuropediatras, psicopedagogos e neuropsicólogos. A reabilitação proporciona melhora na qualidade de vida e um cotidiano normal para os estudantes”, evidencia Rita, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Com o tratamento, o paciente aprende a desenvolver outros mecanismos e caminhos diferentes para superar o distúrbio. Não há um tempo exato de reabilitação, tudo depende da gravidade do DPAC. O suporte da família e da escola é imprescindível para a melhora do quadro. “O aluno que tem o problema deve sentar na primeira carteira e o professor deve ser orientado a falar devagar e olhando para o estudante, assim a criança não fica dispersa”, acrescenta a médica, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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Conflitos de informações entre o ouvido e o cérebro pode causar o sintoma. Tratamento depende da causa e é interdisciplinar.

O ouvido e o cérebro possuem uma relação íntima – os estímulos enviados pelo primeiro permitem que o segundo interprete os sons do ambiente, a fala e os ruídos do dia a dia. A otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães aponta que o ouvido possui três partes: o ouvido externo, o médio e o interno. “O externo inclui o pavilhão auricular, que tem a forma de um concha, e o conduto auditivo externo, uma espécie de canal que liga o pavilhão ao tímpano. O pavilhão protege o órgão do vento e da poeira e capta os sons”, explica.
O canal auditivo possui uma parede óssea e é revestido por uma mucosa na parte mais externa, onde ficam localizadas as glândulas secretoras do cerume, aquela cera que faz a limpeza dos ouvidos. No ouvido médio encontra-se o tímpano, que amplifica as ondas do som, e esta porção está ligada ao nariz e a garganta pela tuba auditiva ou também conhecida por trompa de Eustáquio, o que garante o equilíbrio da pressão dentro do ouvido. “O martelo, a bigorna e o estribo são ossículos móveis que cruzam o ouvido médio e são responsáveis pela propagação das vibrações causadas pelas ondas sonoras”, afirma.
Já no ouvido interno encontram-se a cóclea, o vestíbulo e três canais semicirculares, nos quais circulam um fluído gelatinoso, chamado de
endolinfa. Nesta parte interna há órgãos da audição e também do equilíbrio corporal. “Para que um som seja percebido ocorre um processo que tem início no ouvido e que é finalizado no cérebro. As ondas sonoras são transmitidas pelo canal auditivo externo e o tímpano produz as vibrações. Os ossículos do ouvido médio amplificam e levam as vibrações até a endolinfa, que se movimenta por meio da vibração da cóclea e leva os estímulos às células auditivas”, destaca.
Os sinais que chegam as células auditivas são divididos de acordo com a sua vibração. Os sons baixos ou graves vibram a porção basal da cíclea, os de intensidade média vibram a porção média e os ruídos altos ou agudos vibram a porção apical da cóclea. Os impulsos elétricos são transmitidos para o nervo auditivo, que transporta as informações ao cérebro. “Cada impulso nervoso é reconhecido pelo cérebro conforme a sua frequência. O ouvido humano é capaz de perceber sons com vibrações acima de 16 mil ciclos por segundo e abaixo de 25 mil. A área dos sons da fala compreende os sons entre 500 e 6 mil.  Os denominados ultra-sons e infra-sons ultrapassam estes limites e não são ouvidos”, observa.

Conflito de informações provoca o zumbido
Rita ressalta que se houver um distúrbio nas funções auditivas o indivíduo pode passar a ouvir sons que não foram produzidos por fontes externas, ou seja, ruídos que são provenientes de dentro da cabeça ou dos ouvidos. O zumbido, também denominado tinnitus ou tinido, atinge 17% da população mundial, principalmente os idosos, e possui mais de 200 causas. “O zumbido é um sintoma e não uma doença. A perda de audição é a causa mais comum, mas o problema pode surgir devido a doenças no ouvido, alterações metabólicas, problemas cardiovasculares, questões odontológicas, medicamentos e maus hábitos de vida”, evidencia.
A especialista enfatiza que o zumbido jamais vai causar surdez, mas a surdez pode sim causar este sintoma. O grau de incômodo do zumbido varia de um indivíduo para o outro. Cerca de 80% dos pacientes não sentem incômodos e 20% têm repercussões no cotidiano, como dificuldades para dormir e para se concentrar. “O tratamento depende da causa, sendo que mais de um fator pode ser responsável pelo zumbido na mesma pessoa. Em alguns casos em que não seja possível eliminar completamente o ruído, podemos minimizar a sua percepção e melhorar a qualidade de vida do paciente”, acrescenta.
Saber mais sobre o zumbido é fundamental para a melhora do paciente, por isso é importante conversar com especialistas no assunto e participar de grupos de ajuda. Rita é coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba), antigo GAPZ, e declara que as palestras e a troca de experiências tranquiliza quem sofre com o problema. “Os profissionais que participam do GIPZ Curitiba trazem informações atualizadas sobre o zumbido e esclarecem todas as dúvidas dos participantes. As reuniões acontecem de março a dezembro, na primeira sexta-feira do mês”, informa.
Além da otorrinolaringologista Rita, o GIPZ é formado pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, a fisioterapeuta Vivian Domit Pasqualin, a fonoaudióloga Izabella de Macedo e a psicóloga Lesle Maciel. A primeira reunião do GIPZ será no dia 02 de março de 2012, às 14 horas, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná. A palestra terá o tema “O que é zumbido e seus graus de incômodo”. Quem quiser participar pode agendar a sua presença pelo telefone (41) 3225-1665. A entrada é livre e são aceitas doações de produtos de higiene pessoal.

Serviço: Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba)
Próximo encontro: 02 de março de 2012
Tema: O que é zumbido e seus graus de incômodo
Palestrante: Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GIPZ Curitiba
Horário: a partir das 14h
Local: 5º andar anexo B do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
Agendamento de presença e mais informações: (41) 3225-1665
Entrada livre

Caixas de som potentes e trios elétricos podem lesionar os ouvidos e causar zumbido e surdez.

A festa mais popular do Brasil – e o feriado mais esperado do ano – está chegando. No carnaval a ordem é viajar, se divertir e dançar muito nas baladas, nas ruas com os trios elétricos e nos shows. O problema é a altura do som transmitido pelas caixas de som, que sempre são elevados e superam o limite máximo de ruído recomendável para a audição. “Os ouvidos são sensíveis aos sons e o excesso de barulho, tanto na intensidade quanto no tempo exposição, podem causar lesões irreversíveis no órgão”, explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o ouvido humano suporta sons até 85 decibéis (dB), mas a aparelhagem de som utilizada no carnaval pode produzir sons acima de 120 dB. “As consequências podem surgir logo após o término da exposição ao ruído. Os sintomas são sensação de pressão nos ouvidos, zumbido, dificuldades de compreender a fala por causa do rebaixamento auditivo e desconforto com sons intensos”, explica a especialista, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
O ruído de um trio elétrico é superior ao barulho de um avião ao decolar, som ao qual uma pessoa não pode ficar exposta por mais de sete minutos por dia. Mesmo que os sintomas apresentados logo após a exposição desapareçam, as células auditivas ficam lesionadas e os efeitos irão aparecer com o passar do tempo. “Os danos à orelha interna são irreversíveis e se ocorrer a morte das células da região a audição fica prejudicada permanentemente, já que o organismo não consegue produzir novas células saudáveis”, esclarece Rita, que também atua como otoneurologista.
Dados da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia (SBOL) apontam para um aumento nos casos de zumbido, perdas auditivas e surdez na época do carnaval. A poluição sonora ainda pode causar distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, aumento da pressão arterial, úlceras e gastrites. “O ruído sem controle é muito nocivo para a saúde, pois a audição é fundamental na interação do indivíduo com as outras pessoas e com o meio ambiente”, observa a médica, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.
E não é só os trios elétricos que podem prejudicar a audição. Os foliões, músicos e dançarinos estão expostos a vários riscos nas quadras de escolas de samba, clubes e outros locais fechados. Para aproveitar a festa sem preocupação é preciso tomar alguns cuidados que ajudam a preservar a audição. “O ideal é ficar a no mínimo 10 metros das caixas de som e utilizar protetores auriculares, que auxiliam a minimizar o impacto do barulho nos ouvidos. Mesmo quem trabalha no carnaval deve se proteger e as crianças necessitam de cuidados redobrados”, ressalta.
Com o protetor auricular é possível ouvir a música em um volume aceitável, mas mesmo assim o tempo de exposição deve ser observado. No nível máximo recomendado, 85 dB, o indivíduo deve ficar exposto no máximo por oito horas, sendo necessário uma longa pausa para o descanso dos ouvidos. “Nesta altura dá para ouvir a voz de uma pessoa que está próxima. É essencial que as pessoas tenham em mente que quanto mais forte for o som, menor deve ser o tempo de exposição”, destaca Rita, coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba, o GIPZ Curitiba.
Segundo Rita, existem vários tipos de protetores auriculares disponíveis no mercado. Os protetores intra-auriculares, que são colocados dentro do canal auditivo externo, podem ser de espuma ou de silicone, com filtros de oitava específicos para músicos. A médica lembra que é importante verificar a proteção oferecida por cada produto. “No caso de haver perda auditiva e zumbido é preciso buscar ajuda médica. Atualmente existem vários tratamentos para o zumbido, como o Neuromonics, uma nova estratégia utilizada na terapia sonora. O método tira o foco de atenção do zumbido, induz o relaxamento nos momentos de maior incômodo e o paciente sente que tem controle sobre o ruído”, acrescenta.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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Não ler, sentar próximo as janelas e olhar para o horizonte são recomendações para evitar os sintomas da cinetose.

Viajar de carro, ônibus, avião ou barco pode ser excitante para algumas pessoas – ou dar enjoo em outras. As náuseas causadas pelo movimento atingem mais de 70% das crianças com idade superior a dois anos, mas também pode se manifestar em adultos, principalmente nas mulheres e é mais frequente no período menstrual e na gravidez. “A náusea e o enjoo podem sinalizar a presença da cinetose. A doença pode surgir quando a pessoa está em qualquer meio de transporte em movimento”, explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
Também conhecida como a doença ou mal do movimento, a cinetose é uma labirintopatia que está relacionada à enxaqueca na fase adulta. Os sintomas surgem quando o corpo está parado e o ambiente está se movimentando ou o inverso. Isto gera um conflito de informações no sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio corporal. “Quando a cinetose é percebida na infância e na adolescência há mais riscos de haver crises de enxaqueca quando o indivíduo ficar mais velho. A cinetose tem a tendência de desaparecer com o tempo, sendo que os idosos são os que menos sofrem com o problema”, ressalta.
Sudorese, vertigem, visão fora do foco, palidez, sonolência, dores de cabeça, fadiga, perda do equilíbrio e da noção de profundidade e dificuldades para ler e assistir televisão são outros sintomas relacionados a esta patologia. Segundo Rita, as crises podem ser desencadeadas em atividades que exijam movimento ou por filmes, jogos e programas televisivos que tenham excesso de cores brilhantes, alterações de foco e movimentos, como os jogos eletrônicos de terceira dimensão. “A movimentação provoca estímulos exagerados no labirinto, causando os sintomas”, observa.
Os indícios da cinetose podem surgir durante a atividade que desencadeou o problema ou algumas horas depois, sendo que a sua continuidade pode intensificar os sintomas. Rita aponta que o equilíbrio depende da interação entre os sistemas visual, vestibular e proprioceptivo. Se houver alguma alteração nestes sistemas o distúrbio do movimento aparece. “Com a movimentação da cabeça o líquido que preenche o vestíbulo se desloca, causando o desvio dos cílios do órgão e gerando impulsos elétricos que são enviados até o cérebro. O conflito das informações vestibulares, visuais e dos sensores de movimento dos músculos e articulações provoca os sintomas da cinetose”, destaca a médica.
O diagnóstico deve ser feito por um otorrinolaringologista e o ideal é que a ajuda médica seja procurada assim que ocorrer a primeira crise. O tratamento é feito com base na prevenção dos sintomas e em exercícios de terapia de reabilitação vestibular. “A vídeonistagmografia é um sistema de análise computadorizada do nistagmo através de vídeo e que ajuda a diagnosticar a cinetose. O exame é rápido, os cálculos são feitos automaticamente e é possível identificar sinais de disfunção vestibular periférica ou central e determinar o lado da lesão”, acrescenta.
Rita ainda cita algumas atitudes e comportamentos que contribuem na prevenção do distúrbio. Sentar sempre próximo as janelas, mantê-las abertas, olhar para lugares distantes da paisagem, não comer alimentos pesados antes de viajar, não sentar em bancos traseiros ou de costas para frente do veículo e evitar a prática de atividades físicas em esteiras ou bicicletas ergométricas são as recomendações mais comuns. “Também é fundamental evitar ficar olhando para os lados durante o movimento e não ler e nem usar aparelhos eletrônicos”, orienta a especialista.
A alimentação é essencial para não passar mal durante as viagens. Não é recomendado ficar em jejum e as refeições devem ser feitas de três em três horas. Doces, café, bebidas gasosas e  alcoólicas e alimentos gordurosos devem ser evitados. “A ingestão de água ajuda a hidratar o corpo, mantendo suas funções equilibradas. Cheiros fortes aumentam as chances de enjoo, por isso é melhor ficar longe de motores, escapamentos, fumantes e não usar perfumes fortes”, finaliza Rita, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
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Evitar exposição prolongada a ruídos intensos e cuidar da alimentação estão entre as recomendações.

O envelhecimento é um processo natural, que tem início nos primeiros estágios da vida. Envelhecer é necessário para o desenvolvimento do organismo, mas também tem seus efeitos negativos. A audição é um dos sentidos que sofre com o acúmulo dos anos. “O ouvido é um órgão sensível. Com o passar do tempo às células auditivas se deterioram e morrem, principalmente em casos de traumas, exposição sonora excessiva e doenças que afetam a região”, ressalta a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
Na terceira idade as deficiências auditivas são mais perceptíveis, apesar de estarem presentes muito antes de serem diagnosticadas. Segundo Rita, isto ocorre porque o indivíduo demora para perceber que há algo errado com a audição. “As células que são danificadas não se recuperam e ao morrer não nascem outras no lugar. Quanto mais células são perdidas, maior é a perda de audição, por isso quando a causa é o envelhecimento a diminuição do limiar auditivo ocorre de maneira gradativa”, explica a médica, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A perda natural de função dos ouvidos faz com que os idosos tenham dificuldade para captar os sons e entender a fala, principalmente em ambientes ruidosos, mas é a demora na busca por tratamento adequado que agrava o quadro. “O preconceito no que diz respeito ao uso de aparelhos auditivos, a vergonha ou o medo de conviver com a realidade atrasam a consulta com um especialista, desencadeando uma série de outros problemas. Sem contar que a falta de tratamento pode retardar a cura ou até mesmo perder a possibilidade de curar patologias benignas”, observa Rita, coordenadora do Grupo de Zumbido do HC – UFPR, antigo GAPZ.

Prevenção é o melhor caminho
A surdez na terceira idade, também chamada de presbiacusia, é irreversível e não há como impedir que este processo aconteça. A boa notícia é que é possível adiar o problema, desde que sejam tomados alguns cuidados ao longo da vida. “Não adianta abusar da audição na juventude e depois querer recuperar o tempo perdido. A cautela deve ter início na infância e ser constante, em todas as idades”, destaca a otorrinolaringologista, responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.
Entre as principais recomendações estão o uso de protetores auriculares quando a profissão exigir a permanência em locais barulhentos; evitar o uso de fones de ouvido; e controlar a altura da televisão, do rádio e do computador, dando sempre preferência aos níveis mais baixos. “Ficar próximo a fogos de artifício, caixas de som em casas noturnas e andar com o rádio do carro no último volume afeta a audição e pode causar traumas para o resto da vida nos ouvidos”, alerta a médica.
Os cuidados com a saúde geral também são fundamentais. Problemas circulatórios, hipertensão e diabetes prejudicam a saúde do ouvido e aceleram a degradação do órgão. Para garantir um organismo saudável é essencial escolher os alimentos da maneira adequada. “Frutas, verduras e legumes devem estar presentes em todas as refeições para fornecer os nutrientes que o corpo precisa. A combinação com carnes magras, muita água e outros hábitos saudáveis como a pratica de exercícios físicos é perfeita para a saúde”, destaca Rita.
A médica ainda dá orientações para as pessoas que convivem com o idoso que tem problemas de audição. A família deve prestar atenção aos sinais da surdez e tomar cuidado para não confundir a perda auditiva com distúrbios de comportamento. “O idoso jamais pode ser deixado de lado, já que as dificuldades para ouvir aumentam os riscos de isolamento e depressão. Se o indivíduo fala mais alto do que o normal, pede para aumentar o volume constantemente e não consegue compreender a fala facilmente é preciso consultar um especialista”, acrescenta.  

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Pessoas com deficiência auditiva ocupam 22,49% dos postos de trabalho preenchidos por portadores de deficiência.

Atualmente estima-se que o Brasil tenha pelo menos 27 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Deste total cerca de 17 milhões tem entre 15 e 59 anos, intervalo de idade de indivíduos considerados ativos para o mercado de trabalho. A deficiência é considerada uma limitação física, mental, sensorial ou múltipla, que impede que a pessoa exerça as atividades normais da vida e dificulte a inserção social. “A surdez e outros problemas de audição são considerados uma deficiência”, observa a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.
A legislação brasileira prevê a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O artigo 93 da Lei Federal 8.213/91 estabelece que as empresas com no mínimo 100 empregados são obrigadas a preencher determinadas cotas, que variam de 2% a 5%, com portadores de deficiência habilitados ou deficientes reabilitados. “Esta é uma forma de promover a cidadania e evitar a exclusão social. Os deficientes também querem trabalhar  e ter o seu próprio sustento. Mais do que um desejo, é um direito”, observa a médica, mestre em clínica cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Segundo a legislação as empresas que possuem entre 100 e 200 empregados devem preencher a cota de 2%; entre 201 e 500 a cota é de 3%; de 501 a 1000 funcionários 4% das vagas devem ser destinadas a deficientes; e de 1001 em diante é obrigatório cumprir a cota de 5%. “Uma pessoa é considerada uma deficiente auditiva quando há perda bilateral, parcial ou total de 41 decibéis (dB) da audição. A perda deve ser aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz”, aponta Rita, se referindo aos Decretos nº 5.296/04 e nº 5.298/99.
De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2010, das pessoas com deficiência que estão incluídas no mercado de trabalho 54,47% possuem problemas físicos, 22,49% auditivos, 5,79% visuais, 5,10% mentais e 1,26% deficiências múltiplas. “É importante lembrar que se a surdez for detectada em um ouvido o trabalhador não é considerado um deficiente auditivo. Desta forma ele não pode ser incluído na cota que as empresas são obrigadas a cumprir”, observa a otorrinolaringologista, que também é especialista em Otoneurologia.
A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho faz parte da responsabilidade social empresarial e contribui para a formação de uma sociedade mais solidária e justa. Por outro lado, os portadores de deficiência têm que se capacitar e se qualificar profissionalmente para poder exercer alguma função. “Nem todos os cargos podem ser preenchidos por deficientes auditivos. A legislação impede que os surdos atuem na função de motorista no segmento de transportes de cargas”, exemplifica Rita, coordenadora do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba).

Tecnologia devolve audição 
Para oferecer melhores condições de vida para quem sofre com a perda auditiva, e até contribuir para a sua entrada e consolidação no mercado de trabalho, estudos científicos aliados a tecnologia criaram várias alternativas que beneficiam a audição. “Os aparelhos auditivos são os mais comuns. Eles são indicados quando há perda auditiva definitiva, em um nível que afete o entendimento dos sons da fala. Os dispositivos podem ser usados mesmo com a presença do zumbido e inclusive atuam de maneira benéfica no tratamento do problema”, ressalta.
Outra alternativa é o implante coclear, também conhecido como ouvido biônico. O equipamento eletrônico computadorizado tem como finalidade estimular o nervo da audição por meio de impulsos elétricos. O implante é colocado de maneira cirúrgica e é o recurso mais avançado para o tratamento da surdez atualmente. “O implante possui a parte interna, composta por eletrodos que ficam dentro do ouvido e se comunicam com um receptor colocado por baixo da pele atrás da orelha, e a parte externa, que possui uma antena transmissora, um microfone e um processador de fala”, acrescenta.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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Zumbido, tontura e vertigem também podem estar relacionados às disfunções da articulação.

Dores ao movimentar o pescoço, dor de cabeça, sensação de cabeça oca, ansiedade e depressão são sintomas comuns em pacientes com problemas nas articulações temporo-mandibulares (ATMs). De acordo com o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, as disfunções das articulações temporo-mandibulares (DTMs) afetam aspectos otoneurológicos do organismo. “A otoneurologia é uma área da otorrinolaringologia que se dedica aos distúrbios da audição, do equilíbrio corporal e suas relações com o sistema nervoso central”, explica o especialista, que atua na Köhler Ortofacial.
Existem diversas causas que podem levar as disfunções das ATMs, como hábitos parafuncionais – provocados por problemas psicológicos-, ansiedade, estresse, apertamentos inadequados, mastigação incorreta e alterações dentárias ou nos discos da articulação. “Esta é uma articulação craniofacial, complexa, e que também pode apresentar problemas funcionais se houver traumas por acidentes de trânsito, postura incorreta do corpo, batidas na região do queixo e alterações - ou hábitos viciosos - na oclusão dentária. A sensações dolorosas das DTMs podem - inclusive - se irradiar para a cabeça, pescoço, ombros e braços”, acrescenta.
Mesmo com inúmeros estudos sobre o assunto, os pesquisadores e profissionais da saúde ainda não conseguiram identificar a exata relação entre as DTMs e os sintomas otoneurológicos. É comum encontrar pessoas portadoras de DTMs com queixas como zumbido, tontura, vertigem, dores de ouvido e sensação de ouvido cheio. “Pesquisas científicas apontam que estes sintomas afetam mais as mulheres a partir dos 40 anos de idade. É fundamental que o paciente busque um tratamento interdisciplinar, que envolve especialistas de diferentes áreas da saúde”, ressalta.
A principal função das ATMs é controlar a abertura e o fechamento da boca. Esta articulação - bilateral e complexa - ainda tem a capacidade de se movimentar para frente, para trás e para os lados. A ATM é envolta - entre outros - pelo masseter, um dos músculos mais poderosos do corpo, apesar de seu tamanho, e que atua na mastigação. “O excesso de contração muscular provoca bruxismo e apertamento de dentes. O masseter pode chegar a exercer quase  meia tonelada de força, carga suficiente para destruir - ou injuriar seriamente - as estruturas dentofaciais”, observa Gerson, professor convidado da pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desde 1988.
Juarez Köhler, ortodontista e ortopedista facial que compõe a equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial, destaca que as DTMs (disfuncões temporomandibulares)  são consideradas as causas mais comuns de dor de ouvido por motivo não-otológico, ou seja, que não possui ligação direta com a audição. “Este fator pode dificultar o diagnóstico correto, prolongando e agravando o quadro. Sensibilidade ao toque das ATMs e dos músculos mastigatórios, dores, ruídos nas articulações e alterações na dinâmica mandibular indicam a presença das DTMs”, observa Juarez, que atua de maneira interdisciplinar em distúrbios do sono.
Gerson, que é também especialista em ortopedia funcional dos maxilares, destaca que o diagnóstico precoce é fundamental, já que as DTMs comprometem as ATMs e também as áreas próximas às articulações. “O indivíduo pode ser submetido a vários exames, conforme os sintomas apresentados. Em casos em que há a existência de queixas otoneurológicas (o zumbido é o exemplo mais típico)  são realizados exames otorrinolaringológicos, exame das ATMs, audiometria total limiar, imitanciometria e exame odontológico. O paciente também deve responder a um questionário, que possui perguntas sobre os sinais e sintomas das DTMs”, afirma. 
Questionado sobre o tratamento das DTMs, Juarez declara que existem várias estratégias e a melhor escolha deve ser feita a partir do consenso dos especialistas envolvidos e da disposição do paciente. Entre as técnicas indicadas estão o uso de dispositivos intra-bucais, correções ortodônticas, analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares. “A equipe deve ser composta por ortopedistas, ortodonstidas e especialistas em ATM. Os sintomas otoneurológicos exigem outras intervenções, sempre prescritas por um médico otorrinolaringologista”, finaliza.

Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial
Fone: 41 3224.4883/3013-0183
Endereço: Rua Comendador Araújo, 143, conj. 42, Centro, Curitiba/PR.
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