Na hora de viajar o que escolher: hotel ou pousada? A dúvida com certeza já passou pela cabeça de muita gente e ainda confunde quem não está acostumado a por o pé na estrada. Cada um possui suas características e peculiaridades, por isso fica difícil dizer qual é o melhor – ou pior. De acordo com Aldo Sivieiro, diretor do portal iTrip e vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-RJ), a escolha deve levar em consideração as necessidades do turista.

A pousada pode ser definida como um estabelecimento comercial de hospedagem, que não possui parâmetros de classificação – como é o caso dos hotéis -, oferece atendimento personalizado e as refeições normalmente possuem um toque regional. “Na pousada o serviço é mais informal do que comparado aos hotéis, o que não significa que seja de qualidade inferior. Este tipo de estabelecimento pode oferecer diversas opções de práticas esportivas, atividades físicas, passeios, contanto com a fauna e flora da região e outras atividades”, afirma.

Já o hotel também é um estabelecimento comercial de hospedagem, que oferece suítes mobiliadas para ocupação temporária e inclui serviços de alimentação e algumas opções de lazer como piscina e salão de jogos. “A infra-estrutura é maior, já que comporta um número maior de pessoas comparado a pousada e o atendimento é bem formal. Se o objetivo do turista é conhecer a região na qual está, o hotel pode ser uma boa escolha, pois oferece a comodidade necessária”, aponta.

Se o visitante deseja descansar e curtir a natureza, as pousadas são mais recomendadas. Além de receberem um número menor de hóspedes, geralmente ficam localizadas em locais mais próximos a natureza e distante dos centros urbanos. “Na hora de fechar o pacote de viagem é possível fazer simulações com os dois tipos de hospedagem. O preço pode ser um critério para a escolha se o viajante estiver em dúvida. Dependendo do destino, da infra-estrutura e da localização a pousada pode sair mais em conta”, observa.

Sivieiro comenta que a tendência de compra de pacotes turísticos pela internet está se consolidando, seja para destinos com hotel ou pousada. O filão está sendo explorado por muitas empresas que também querem ser divulgadas. “As ofertas coletivas são muito diversificadas, o que amplia o leque de opções dos consumidores que querem investir no seu lazer. É bom sempre ficar atento as promoções para não perder as melhores oportunidades”, recomenda.

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O desenvolvimento sustentável tem se tornado o foco dos discursos rumo ao futuro em todo o mundo. As discussões verdes se refletem na área social, econômica, política e inclusive no turismo. O chamado “Ecoturismo” é um segmento da atividade turística que busca utilizar o patrimônio cultural e natural de forma sustentável, estimulando a conservação e a consciência ambiental, a gestão racional de recursos econômicos, sociais e naturais.

O ecoturismo surgiu em meados dos anos 80 e, seguindo a tendência internacional, o conceito também apareceu em terras brasileiras. O segmento cresce a todo vapor, incentivando os turistas e o comércio especializado. “Para quem gosta de natureza é um prato cheio. São inúmeros destinos com conceito sustentável, fortalecendo novos princípios para a relação do homem com a natureza e os seus recursos”, ressalta Aldo Sivieiro, diretor do portal iTrip.

As atividades do ecoturismo incluem o contato com ambientes naturais, a realização de atividades associadas a natureza e a sua conservação, esportes, conhecimento e vivência da natureza e das áreas visitadas. “O ecoturismo tem como base o desenvolvimento sustentável, o comprometimento com a conservação ambiental e a educação em relação ao trato e o uso do meio ambiente”, destaca Sivieiro, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-RJ).

Os destinos que oferecem o ecoturismo normalmente possuem paisagens exuberantes, aventuras, contato com a fauna e flora e muita diversão. “Apesar de ainda tímido, o ecoturismo também está conquistando espaço nas ofertas coletivas. A demanda é grande e a expectativa é que o faturamento do setor seja incrementado com essa tendência do comércio eletrônico, principalmente pelo valor mais baixo que as compras pela internet oferecem”, observa.

Com relação aos pacotes de viagem, Sivieiro aponta que as vendas crescem a cada dia e o setor está consolidado. Bonito, no Mato Grosso do Sul, e o Pantanal, no Mato Grosso, estão entre os lugares mais procurados no que diz respeito ao ecoturismo. “São locais únicos, com uma diversidade incrível de fauna e flora, sem contar as belíssimas paisagens. É inesquecível e o passeio pode ser feito por toda a família”, completa.

Quer conhecer outros pacotes ou destinos?

Procura estimulou a abertura de novas turmas em curso sobre Psicohomeopatia Aplicada e Oligoelementos.

O Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro (SINTER-RJ) realizou este fim de semana (06 e 07 de agosto) o curso Psicohomeopatia Aplicada e o curso de Oligoelementos. “O curso foi um sucesso, muitas pessoas participaram e o melhor é que vieram profissionais de diferentes áreas e inclusive quem não trabalha com terapias naturais”, comenta o professor Paulo Edson Reis Jacob Neto, presidente do Sinter-RJ.
Os terapeutas fizeram o curso com o objetivo de se atualizar e ampliar os conhecimentos sobre as terapias naturais. E muitas pessoas que não atuam na área participaram das aulas para compreender melhor a relação do organismo e as terapias naturais e como é possível promover a saúde, prevenindo e curando doenças, por meio de técnicas que não agridem o corpo humano.
Fisioterapeutas, médicos, farmacêuticos e terapeutas que atuam com acupuntura corporal e facial, auriculoterapia, drenagem linfática, massagem terapêutica, reiki, shiatsu e homeopatia estiveram presente no curso. “Até mesmo uma professora que atua com psicanálise e a presidente dos podólogos, Janaina de Souza, participaram das aulas. Foi realmente muito produtivo e a troca de experiências de diferentes profissionais torna o encontro ainda mais proveitoso”, destaca Paulo.

Sucesso incentivou a abertura de novas turmas
Devido a grande procura, o Sinter-RJ irá oferecer mais uma edição dos cursos de Psicohomeopatia Aplicada e Oligoelementos. As aulas terão início no dia 13 de agosto e serão ministradas na sede da instituição. Os alunos terão aulas teóricas e práticas e ainda podem aproveitar o compartilhamento de experiências entre profissionais.
Segundo Paulo, este curso será mais aprofundado e por isso sua carga horária é de 340 horas, divididas em 180 horas de aula presencial e 160 horas de trabalho de pesquisa com orientação. “Quem for associado do sindicado pode ganhar um bom desconto. Os interessados podem vir na sede da instituição ou entrar em contato por telefone”, acrescenta.
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Respiração bucal prejudica o desenvolvimento de crianças e causa consequências que afetam a saúde e se estendem para a vida adulta.

Segundo estimativas do Ministério da Saúde, pelo menos 2,5 milhões de jovens nunca entraram em um consultório odontológico. Número que preocupa os especialistas da área, principalmente pelo fato de que a saúde bucal influi na saúde geral do organismo. “Muitos problemas se instalam ainda na infância e por isso os pais devem levar as crianças ao dentista ainda quando pequenos”, enfatiza o especialista em ortodontia, ortopedia facial e atuação interdisciplinar também em distúrbios do sono Gerson Köhler, da Köhler Ortofacial.


Um problema comum e que pode causar grandes prejuízos ao desenvolvimento da criança é a respiração bucal. Gerson explica que quando existe um obstáculo na região do nariz ou da faringe, o indivíduo é obrigado a respirar pela boca, caso contrário não conseguirá efetuar a respiração. “As consequências são alterações no crescimento e desenvolvimento do rosto, entre os quais estão as alterações ortopédicas, que diz respeito à forma dos ossos, e ortodônticas, relacionadas a posição dos dentes nas arcadas ósseas”, aponta.

As obstruções das vias aéreas em crianças, geralmente causadas pelo tamanho excessivo das amígdalas e da adenóide, também prejudicam a qualidade do sono. “A criança tem o seu período de sono perturbado por roncos e até apnéia – sequência de interrupções breves da respiração. Em nível corporal o sono de má qualidade pode causar atraso do crescimento pôndero-estatural, referente à altura e peso da criança em relação à sua idade cronológica”, observa o profissional, que também é especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares.

As alterações no peso e altura acontecem porque a combinação de noites mal dormidas, roncos, apnéia e respiração bucal influenciam negativamente na liberação do hormônio do crescimento. “Além de fazer com que a qualidade de vida da criança durante o dia seja severamente prejudicada, com a presença de sonolência, cansaço, falta de atenção e déficit de aprendizado. Sem contar que podem haver repercussões sérias no estado nutricional, perturbação do desenvolvimento normal da face e acometimentos de alterações gerais em sua saúde”, afirma.

Estudos médicos realizados em centros especializados no crescimento infantil revelam que as crianças que respiram pela boca tem 30% a menos de rendimento físico, além das alterações que comprometem a beleza estética e a funcionalidade da face. “As consequências mais visíveis ficam presentes no rosto. Alteração das arcadas dentárias, céu da boca profundo e estreito, modificação da postura da língua dentro da boca, lábios entreabertos, flacidez da musculatura bucal e orofaríngea, rosto com aspecto desarmônico e fala prejudicada são alguns dos efeitos”, destaca.

Juarez Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial - que também faz parte da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial - comenta que estas crianças terão preferência por alimentos líquidos ou pastosos, a cabeça estará quase sempre posicionada para frente e os ombros ficam caídos. “Na maioria das vezes os pais não tem nem noção das consequências negativas que a respiração bucal pode trazer. Estas alterações acontecem na infância, mas perduram pelo resto da vida se não houver uma intervenção adequada no tempo certo”, alerta.

Segundo Nilse Köhler, fonoaudióloga especializada em distúrbios funcionais da face, a percepção dos sintomas é fundamental para que os pais tomem a iniciativa de levar a criança a um especialista. O tratamento deve ser interdisciplinar e envolver os médicos pediatra e otorrinolaringologista, o ortodontista pediátrico e o fonoaudiólogo. “Não se pode esquecer que a boca não foi feita para respirar sendo ela a parte inicial do sistema digestivo e não do sistema respiratório. Portanto, assim como não se come pelo nariz, também não se deve respirar pela boca. Cada órgão tem suas funções específicas a realizar”, acrescenta a especialista.





Ofertas coletivas também são alternativa para quem quer conhecer o litoral nordestino sem gastar muito.
  
O nordeste é uma região belíssima do Brasil e que atrai muitos turistas em qualquer estação. Em busca de sol, praia e paisagens paradisíacas os visitantes lotam os hotéis, pousadas e outras hospedagens. “A maior vantagem do nordeste é o clima, que diferente do sul, não possui frio intenso e permite bons mergulhos até mesmo durante o inverno”, destaca Aldo Sivieiro, diretor do portal iTrip e vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-RJ).

E falando em clima é bom ficar atento às peculiaridades de cada estação do nordeste, para poder aproveitar o melhor dessa terra. Na faixa leste da região, que vai do norte da Bahia até o Rio Grande do Norte, tem dias quentes e ensolarados no verão, chuva de abril até meados de julho e tempo firme de agosto a dezembro. “Isto é o que geralmente acontece, mas sempre há variações, ainda mais com as mudanças climáticas que o mundo vem sofrendo”, afirma.

Sivieiro conta que tudo depende das condições naturais de cada época. Na primeira semana do mês de julho deste ano, por exemplo, choveu todos os dias em Natal (RN) e na semana seguinte os turistas aproveitaram dias lindos com sol e vento para refrescar. “Muitos visitantes aproveitam as férias do meio do ano para fugir do frio do sul e aproveitar as altas temperaturas do nordeste. Muitos pacotes de viagem para esta região são vendidos neste período”, esclarece.

Para quem ainda não conhece o nordeste e quer economizar na viagem há duas opções. A primeira é planejar a viagem para março, abril, maio, junho, agosto, setembro, outubro ou novembro, meses da baixa temporada. “A outra alternativa é aproveitar as ofertas coletivas, que tem um destino diferente a cada  dia. No iTrip os viajantes podem conferir promoções de vários sites, pois o portal possui um agregador de ofertas que facilita a busca”, indica.
Maceió, em Alagoas, é um dos destinos que possui muitas ofertas. É possível garimpar promoções que tem de 42% a 64% de desconto nas passagens aéreas, translado e hospedagem com café da manhã. “Alguns hotéis oferecem também pacotes que incluem crianças ou até quatro adultos, aumentando a facilidade para encontrar a opção que comporta toda a família. O importante é se divertir pagando menos”, acrescenta.
 
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Câncer, halitose e periodontite são apenas alguns dos males que o tabagismo causa a saúde bucal.
 
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, reforça a toda a sociedade os males que o tabagismo causa a saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco causa mais mortes do que o álcool, cocaína, heroína, acidentes de carro, homicídios, AIDS e incêndios juntos. “Mais de 50 doenças diferentes podem ser causadas pelo consumo do tabaco. O maior problema é que os males atingem quem fuma e as pessoas que convivem com o fumante”, destaca Juarez Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial.

 
No Brasil a cada hora morrem 23 pessoas por causa do cigarro, totalizando mais de 200 mil mortes todos os anos. Das mortes causadas por problemas cardiovasculares 25% estão relacionadas ao tabagismo e em 90% dos casos de câncer no pulmão o maior culpado é o cigarro. “O vício também é responsável por 30% das mortes causadas por outros tipos de câncer, incluindo os tumores na boca, laringe, faringe, esôfago, rins, pâncreas, bexiga e colo do útero. O tabaco causa ainda diversos outros tipos de doenças na boca, o que preocupa e muitos os especialistas que cuidam da saúde bucal”, afirma.

 
Especialistas insistem que o tratamento precoce aumenta as chances de cura dos pacientes com câncer. No caso dos tumores que afetam a boca dois problemas agravam o diagnóstico. O primeiro é que os pacientes relutam em buscar ajuda e o segundo é que os profissionais nem sempre consideram a hipótese de câncer rapidamente. “Outro fator que contribui para a demora na identificação da doença é a consulta com outros profissionais que não fazem parte da área odontológica. O ideal é procurar um odontologista ou oncologista assim que os sintomas surgirem”, ressalta.

 
Juarez aponta que os locais de mais incidência do câncer de boca são os lábios, em especial nas pessoas que ficam expostas a luz solar regularmente; a língua, principalmente na região lateral posterior; e no palato, mais conhecido como ‘céu da boca’ e nas bochechas. “Manchas brancas ou vermelhas, caroços, bolinhas endurecidas, feridas indolores ou não ou ferimentos que não cicatrizam são alguns sinais que podem indicar a presença do câncer bucal. É bom lembrar que apenas exames específicos podem fazer o diagnóstico correto”, observa.

Além do câncer, fumo causa outras doenças bucais
Estimativas apontam que os fumantes têm quatro vezes mais chances de terem periodontite, doença que destrói os ossos que tem como principal função sustentar os dentes. Isso acontece porque o fumo estimula a descamação da mucosa, causando alterações na gengiva e outros problemas dentários. “A periodontite é um processo inflamatório da gengiva e dos tecidos que sustentam os dentes e que pode causar a exposição das raízes dentárias, o aumento da mobilidade dos dentes e até a perda dos mesmos”, explica Gerson Köhler, ortodontista, ortopedista-facial da Köhler Ortofacial.

 
A principal causa da doença periodontal é o excesso de placa bacteriana nos dentes. A placa é rica em bactérias produtoras de toxinas que destroem os dentes e causam inflamações. “Nos fumantes o acúmulo de placa é ainda maior e as toxinas presentes são ainda mais agressivas do que em quem não fuma. As toxinas do tabaco também podem agravar a doença se esta já estiver instalada e prejudicam o tratamento, pois o sistema imunológico do organismo é afetado. Quanto maior for a quantidade de cigarros consumidos, piores são as consequências”, alerta.

 
As consequências do cigarro na boca vão além das questões de saúde e afetam também a estética de quem fuma. O mau hálito, por exemplo, é um problema que prejudica a vida social e profissional dos fumantes. “O odor desagradável afasta as pessoas e no trabalho a situação é ainda pior. Os produtos da combustão do cigarro, charuto ou outros itens feitos à base de tabaco são os responsáveis pela halitose. O cheiro da fumaça é expelido durante a respiração e a fala e a redução da saliva piora a higiene do próprio organismo”, esclarece.

 
Manchas nos dentes, língua e bochechas, redução da produção de saliva, ferimentos e até alteração do gosto dos alimentos devido ao atrofiamento das papilas gustativas são outros fatores causados pelo tabagismo. “A boca faz parte do cartão de visitas de qualquer pessoa e os fumantes são extremamente prejudicados por causa dos malefícios do cigarro, por isso é fundamental que o vício seja combatido”, acrescenta Gerson, que é também especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares e professor convidado da UFPR desde 1988.

Doutor Gerson Köhler (CRO 3921 – PR)
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Dificuldades ao nascer e problemas durante a gestação também podem afetar a saúde auditiva dos bebês.

A comunicação é primordial para a sobrevivência do homem, mas nem todos nascem perfeitos, com condições para se comunicar adequadamente. A surdez, por exemplo, é considerada um dos problemas físicos mais incidentes na população mundial. “Atualmente a medicina possui um amplo banco de estudos que permitiram a evolução nos tratamentos médicos e também na tecnologia que ajuda a melhorar a vida de quem sofre com problemas auditivos”, destaca Rita de Cássia Cassou Guimarães, otorrinolaringologista e otoneurologista.


Existem várias causas para a surdez, que caracterizam o tipo de perda auditiva. A surdez congênita, por exemplo, é resultado de problemas que podem atingir o ouvido interno ou outras estruturas centrais. “A surdez neurossensorial distorce os sons e também prejudica o volume sonoro. É como se os sons fossem interpretados de maneira descoordenada pelo cérebro. Este tipo de perda auditiva pode se manifestar em qualquer idade, inclusive antes do bebê nascer”, ressalta.

Quatro em cada 1000 nascidos vivos sofrem com surdez congênita, segundo estimativas do Instituto Britânico de Pesquisas Auditivas. O parto prematuro ou que tenha problemas durante a sua realização pode ocasionar este problema auditivos na criança. Isto pode ocorrer por falta de oxigênio ou quando o bebê tem icterícia – distúrbio caracterizado pela cor amarela da pele e do branco dos olhos causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. “A bilirrubina é um pigmento gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue e é metabolizada pelo fígado. Quando em excesso o pigmento pode prejudicar o nervo auditivo e as vias auditivas”, explica.

A deficiência auditiva ainda pode ser causada por fatores hereditários, viroses, como a rubéola e o sarampo e doenças como a sífilis e a toxoplasmose que atingem a mãe durante a gestação, e a ingestão de medicamentos durante a gravidez que lesionam o nervo auditivo. “Desnutrição, excesso de peso, deficiências nutricionais, alterações na pressão arterial, diabetes e exposição à radiação da mãe podem fazer com que o bebê nasça surdo”, aponta a especialista, que é responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

A cóclea, parte do ouvido responsável pela sensação auditiva e que tem o formato de um caracol, tem a sua função adulta normal depois da vigésima semana de gestação e o feto já é capaz de reagir a estímulos sonoros intensos. “Quando a criança nasce ela possui apenas a audição do tipo reflexa e com o passar do tempo, na medida em que o bebê passar por experiências auditivas, o processo de aprendizagem se desenvolve e surgem novas respostas aos sons”, enfatiza.

Muitos pais têm dúvidas em relação aos cuidados com a saúde auditiva dos bebês após o nascimento. Rita esclarece que não é necessário modificar a rotina do lar por causa do recém-nascido. “O pai e a mãe devem ficar atentos ao volume dos sons do ambiente. Se o ruído estiver incômodo para os adultos, então também estará para a criança. Um cuidado muito importante é não introduzir objetos nos ouvidos do bebê para evitar lesões no sistema auditivo”, acrescenta a especialista.

Durante o banho deve-se evitar a entrada de água nos ouvidos da criança. O ideal é que apenas a região externa da orelha seja lavada e seca com uma toalha macia. Na amamentação também é importante que o bebê seja posicionado corretamente, sempre com o tronco e a cabeça elevados. “Para a prevenção de deficiências causadas por doenças como meningite e caxumba é fundamental a vacinação no período indicado pelo médico”, finaliza.

Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães (CRM 9009)
Otorrinolaringologista, otoneurologista, mestre em clínica cirúrgica pela UFPR
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Especialidade também se dedica aos transtornos da audição e suas ligações com o sistema nervoso.

A área da saúde responsável pela saúde dos ouvidos – e também do nariz, da faringe, laringe e garganta – é a otorrinolaringologia. A especialidade possui diversas ramificações, que ajudam a tornar os profissionais mais aprofundados em assuntos específicos. “A otoneurologia é um exemplo. Esta é uma área da otorrinolaringologia que se dedica ao equilíbrio corporal, transtornos da audição e suas relações com o sistema nervoso”, explica a otorrinolaringologista Rita de Cássia Cassou Guimarães.

O otoneurologista estuda o aparelho cócleo-vestibular. A cóclea é a parte do ouvido responsável pela sensação auditiva e o sistema vestibular pelo equilíbrio corporal. “O sistema vestibular é composto por vários elementos sensoriais e se relaciona diretamente com outros sistemas do organismo, como a visão, que informa ao cérebro os movimentos corporais”, esclarece Rita, que também é otoneurologista e é responsável pelo Setor de Otoneurologia da Unidade Funcional de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

O sistema vestibular também está ligado ao sistema proprioceptivo, que envolve músculos, tendões e articulações. Este sistema tem a função de manter a postura e realizar movimentos, ações diretamente relacionadas com o equilíbrio. “As informações de todos estes sistemas são enviadas para o cerebelo, que por sua vez as envia para o sistema nervoso central, que interpreta e garante o equilíbrio estático e dinâmico”, ressalta.

Otoneurologista identifica e trata problemas no equilíbrio corporal
Tonturas, vertigens e desequilíbrio são sinais de que o sistema vestibular não anda bem. Náuseas, vômitos, palidez, sudorese e taquicardia, sensação de desmaios, zumbido e até mesmo quedas também são sintomas que denunciam algum problema no órgão. “Na avaliação otoneurológica o especialista avalia o sistema auditivo e o vestibular para identificar qualquer alteração ou doença que possa estar prejudicando o equilíbrio corporal”, aponta.

Entre as causas dos problemas relacionados ao equilíbrio está o uso de determinados medicamentos com ação antiinflamatória, que podem causar ou agravar as alterações. “Outras patologias também podem originar o desequilíbrio. O ideal é que o paciente consulte um médico otoneurologista para que seu caso seja avaliado assim que os sintomas surgirem. Quanto antes o tratamento for iniciado, melhores? serão os resultados”, enfatiza.

No consultório o primeiro passo é responder a algumas perguntas que ajudam o médico a conhecer o cotidiano e os hábitos do paciente, respostas que facilitam o diagnóstico. “Também são indicados a realização de exames otoneurológicos, que incluem a avaliação da audição, mesmo em pacientes que não possuem queixas relacionadas é fundamental este tipo de exame, e a análise do equilíbrio”, acrescenta.

Os objetivos dos exames são verificar o grau de comprometimento dos órgãos, identificar em qual lado está a lesão, se ela é periférica ou central, caracterizar o seu tipo e a sua intensidade e ajudar a reconhecer a causa do problema. “Os exames também auxiliam na prescrição do tratamento, que pode ser feito com medicamentos, exercícios para a rebilitação vestibular, atividade física, mudanças na alimentação e em casos particulares com intervenção cirúrgica”, finaliza.

Pacientes do sexo masculino em consultórios de cirurgia plástica como pacientes é cada vez maior.

No dia 14 de agosto será comemorado o dia dos pais, momento ideal para dar um abraço no paizão e um presente inesquecível. O comércio já se prepara para aquecer as vendas e os consultórios de cirurgia plástica também – isso mesmo.

“A cultura em relação à beleza masculina mudou muito nos últimos anos e eles estão mais vaidosos. E até mesmo quem já é pai quer ficar ainda mais bonito”, explica Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico que atende na Clínica Michelangelo de Cirurgia Plástica, em Curitiba.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) o número de procedimentos estéticos em homens aumentou 25% nos últimos cincos anos. “Eles buscam jovialidade e definir as características masculinas, como a barriga tanquinho e as panturrilhas. As cirurgias faciais também estão entre as preferidas dos homens”, destaca o médico, que é membro da SBCP e mestre em Princípios da Cirurgia utilizando o laser.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) aponta que as cirurgias mais procuradas pelo sexo masculino são a correção nas pálpebras, a rinoplastia e a lipoaspiração. “Assim como as mulheres os homens também têm em seu imaginário o corpo ideal e utilizam todos os artifícios disponíveis, como a cirurgia plástica, para aumentar a sua auto-estima e satisfazer o ego”, ressalta.

As questões profissionais compõem a série de fatores que ajudam a dar um empurrãozinho nas estatísticas. O mercado de trabalho preza, além de outras características, a aparência. “Um bom executivo, advogado ou médico, por exemplo, tem que ter êxito no seu trabalho e transparecer isso no aspecto visual. Culturalmente um homem de sucesso é anda bem arrumado, é jovial, está com tudo em cima. São exigências apresentadas de maneira sutil”, considera.

Chamar a atenção do sexo oposto é dos motivos que estão no topo da lista. A cobrança pela beleza já não é apenas com as mulheres e eles têm que correr atrás do prejuízo para se manter na ativa. “Não existe limite de idade. O médico avalia o paciente e conforme os resultados ele é liberado para a realização dos procedimentos. Jovens, homens de meia idade ou da terceira idade estão presentes nos consultórios”, acrescenta.

Dados provenientes da American Society of Plastic Surgeons (ASPS) aponta que essa tendência é mundial. Nos Estados Unidos foram realizados mais de 1,1 milhão de cirurgias plásticas masculinas em 2010, 2% a mais do que em 2009. “A principal motivação para a busca de cirurgias plásticas é estética. Mesmo quando há algo a ser reparado, como uma correção na orelha ou nariz, outras cirurgias estéticas podem ser associadas”, observa.

A ginecomastia, cirurgia plástica para redução das mamas masculinas, por exemplo, é uma cirurgia considerada reparadora. O procedimento corrige a anomalia que tem reflexos diretos no psicológico de quem sofre com o problema. “A fase da adolescência é a mais crítica, pois as mudanças no corpo são motivo de chacotas entre os colegas, que fazem brincadeiras de mau gosto e que afetam a auto-estima”, esclarece.
A utilização de cosméticos e ativos específicos contribuem para uma pele limpa, hidratada, com aspecto jovem e saudável.

A pele é o maior órgão do corpo humano e funciona como uma fina barreira de proteção contra a poluição, raios solares e demais agentes agressores. A pele é impermeável e regula a temperatura do organismo, elimina toxinas e impurezas e contribui para a distribuição de oxigênio. “É fundamental cuidar da saúde da pele seja no frio ou no calor, o que muda são os cuidados necessários”, destaca Tereza Freire, esteticista, massoterapeuta e enfermeira da T&T Clínica Estética.

Um procedimento que deve ser feito regularmente na pele é a limpeza. Além de remover cravos e espinhas – os vilões da aparência da pele -, a limpeza contribui para a remoção da sujeira e do acúmulo de células mortas, controle da oleosidade e favorece a hidratação. “A pele fica saudável e com um aspecto jovem, já que o procedimento previne o envelhecimento”, explica outra esteticista da T&T Clínica Estética, Tereza Revoredo, que também é massoterapeuta e aromaterapeuta.

A importância da limpeza da pele também está na ação dos cosméticos utilizados. De nada adianta usar produtos caros ou fórmulas manipuladas feitos de acordo com a receita médica e a pele não absorver as substâncias. “A sujeira e as toxinas ficam nos poros, dificultando o acesso dos produtos as camadas mais profundas da derme. O cosmético é aplicado e até pode apresentar resultados, mas estes não são tão eficazes quanto o esperado”, ressalta Freire.

Existem dois tipos de procedimento, a limpeza superficial e a profunda. Nenhum é mais importante que o outro e um tratamento não deve ser feito em substituição ao outro, ou seja, ao fazer a limpeza profunda não se deve deixar de fazer a superficial. “O uso de sabonetes específicos para cada tipo de pele e de produtos para uso doméstico faz parte da técnica superficial, que deve ser realizada diariamente para manter os resultados”, enfatiza a esteticista.

Revoredo esclarece que a limpeza profunda requer técnica e o uso de produtos e equipamentos profissionais, por isso é indispensável que o tratamento seja realizado por um esteticista qualificado. “O esteticista conhece as especificidades de cada tipo de pele e sabe identificar quais os melhores cosméticos para o paciente. A falta de cautela pode resultar em manchas e cicatrizes permanentes na pele e processos inflamatórios”, alerta.

Quem possui a pele sensível ou alérgica deve ter ainda mais cuidados com os cosméticos. Por isso é importante avisar o profissional antes do início da limpeza, para que ele utilize produtos que não causem reações. “Normalmente a limpeza segue a seguinte ordem: primeiro é feita a higienização, depois o afinamento cutâneo, a tonificação, a emoliência, a extração, então a pele recebe uma loção anti-séptica e massagens revigorantes ou a aplicação de outras técnicas”, aponta Revoredo.

A utilização de determinados ativos ajudam a completar a revitalização da pele. A limpeza profunda deve ser feita pelo menos um vez por mês, com um profissional de confiança. Cada sessão dura cerca de uma hora e meia e a paciente pode relaxar enquanto o tratamento é realizado. “A pele fica macia, mais luminosa e sem sinais de ressecamento. É fundamental que os cuidados diários devem ter continuidade, principalmente o uso do filtro solar”, acrescenta Freire.